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Perito Leonardo Huber Tauil descarta acidente doméstico no caso Henry Borel em julgamento

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O oitavo dia do julgamento do caso Henry Borel foi marcado pelo depoimento do perito Leonardo Huber Tauil, do Instituto Médico-Legal. Responsável pelos principais laudos periciais do processo, o especialista declarou ao júri nesta segunda-feira (1º/6) que não encontrou indícios de acidente doméstico que justificassem a morte do menino.

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Na ocasião, Tauil também confirmou que a morte foi provocada por hemorragia interna em razão de laceração hepática, causada por ação contundente, afastando a hipótese de que a lesão tenha sido provocada por massagens de reanimação feitas no hospital, como argumenta a defesa de Jairinho.

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Segundo o perito, a equipe de perícia também analisou a reprodução simulada dos fatos e não identificou, no imóvel de Jairinho, objetos ou móveis que pudessem causar as graves lesões encontradas no corpo da criança, como a laceração no fígado.

Tauil foi o responsável por assinar tanto o laudo de necrópsia quanto os exames complementares detalhando as lesões do menino. Seu testemunho é considerado uma das etapas mais relevantes desta fase do julgamento.

Monique Medeiros, mãe de Henry, saiu da sala do Tribunal do Júri durante o depoimento do perito e a apresentação das imagens do corpo do filho no plenário.

O julgamento do caso Henry já é apontado como o mais longo do Rio de Janeiro nos últimos 18 anos. Para terça-feira (2/5), estão previstos os interrogatórios de Monique e Jairinho.

Relembre o caso

No dia 8 de março de 2021, o menino Henry Borel, de 4 anos, faleceu após ser levado ao Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, já em parada cardiorrespiratória e com múltiplos ferimentos internos.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros da Costa e Silva, respondem por homicídio qualificado (Jairo), homicídio por omissão qualificado (Monique), tortura e coação no curso do processo.

Segundo a acusação do Ministério Público, Henry teria sido vítima de agressões repetidas dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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