O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve abordar o combate ao crime organizado em reunião marcada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (07), em Washington. Entre os pontos considerados mais delicados pelo governo brasileiro está a possibilidade de facções como PCC e Comando Vermelho serem classificadas pelos EUA como organizações terroristas.
O tema ganhou força após reportagem publicada pelo The New York Times informar que integrantes do governo norte-americano estudavam incluir grupos criminosos brasileiros na lista de organizações terroristas, dentro da política de segurança nacional defendida pela Casa Branca.
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Segundo fontes ligadas ao governo americano, o secretário de Estado Marco Rubio estaria entre os defensores da proposta, semelhante ao enquadramento já aplicado a grupos ligados ao narcotráfico em países como México e Venezuela.
De acordo com apuração do jornalista Gerson Camarotti, do G1, Lula pretende argumentar que o Brasil já trata o enfrentamento às facções criminosas como prioridade e que a cooperação entre os dois países seria o caminho mais adequado para lidar com o avanço do crime organizado.
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Ainda conforme a apuração, integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a classificação como grupo terrorista poderia abrir margem para ações mais duras dos Estados Unidos. Em um cenário extremo, existe o temor de que os norte-americanos utilizem esse argumento para justificar operações militares em território brasileiro, como já ocorreu em outros países



