A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão da empresária e ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, após a condenação por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa, transitar em julgado. Com todas as possibilidades de recurso esgotadas, a ordem de prisão foi emitida. Na quarta-feira (23), a Polícia Civil tentou cumprir o mandado na residência de Verônica, localizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, mas ela não foi encontrada. Assim, passou a ser considerada foragida pela Justiça.
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A decisão foi proferida pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal, após o processo atingir a etapa em que não cabem mais recursos.
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Em 2023, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aumentou a pena de Verônica de 5 anos e 10 meses para 10 anos e 8 meses de prisão. A alteração ocorreu após recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro. A pena deve ser cumprida em regime fechado.
O caso veio a público em fevereiro de 2011, quando Márcio Costa denunciou à Polícia Civil ter sido agredido pela então esposa. Segundo seu depoimento, ele teria sido amarrado e amordaçado na cama do próprio quarto e ficou sob tortura por cerca de 20 horas.
Ainda conforme o relato apresentado no processo, familiares de Verônica teriam participado das agressões. Márcio declarou que recebeu inseticida no rosto e teve gasolina jogada no corpo, além de ter sido ameaçado de ser queimado vivo.
A primeira condenação de Verônica ocorreu em 2019. Em 2023, além do aumento da pena, os desembargadores mantiveram a decisão que determinou a perda do mandato de vereadora.
Na mesma decisão, quatro familiares de Verônica também tiveram as penas ampliadas. Bruno Chaves Ribeiro, irmão da empresária, foi condenado a 10 anos e 8 meses de prisão. Já Tatiane Chaves Ribeiro, irmã de Verônica; Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane; e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto da ex-vereadora, receberam penas de 10 anos de reclusão.
Os recursos apresentados pelas defesas dos acusados foram negados.
O que diz Verônica Costa
Verônica negou as acusações desde o início do processo. Em 2011, afirmou que Márcio fazia uso de drogas e a ameaçava há anos. A empresária também declarou não saber como o ex-marido apareceu ferido naquela noite.
Na ocasião, após prestar depoimento, ela disse que Márcio teria chegado à sua casa machucado e alterado, tentando agredi-la.
Em 2023, quando a pena foi aumentada, a defesa de Verônica voltou a questionar a condenação e afirmou que a decisão estaria baseada apenas na versão da suposta vítima, que, segundo os advogados, não teria provas suficientes. Agora, com o trânsito em julgado e a tentativa frustrada de cumprimento do mandado, Verônica Costa é considerada foragida pela Justiça.
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