
Presidente da Fifa, Gianni Infantino, segura a taça da Copa do Mundo. (Foto: Instagram)
A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) manifestou publicamente a necessidade de Gianni Infantino deixar a presidência da Fifa. A razão são as recentes controvérsias envolvendo o líder, incluindo o projeto Fifa Forward Enterprise.
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Segundo Lise Klaveness, presidente da NFF, Infantino não é mais digno de confiança na liderança da entidade que governa o futebol mundial. "Decidimos que não há mais confiança em Infantino. A situação piora a cada ano. A confiança acabou para nós e não há volta para ele", afirmou Klaveness ao jornal britânico The Guardian.
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A Noruega planeja ainda registrar uma queixa no Comitê de Ética da Fifa sobre três incidentes que colocam a presidência de Infantino em questão. Esses eventos incluem a tentativa de criação da Fifa Forward Enterprise, a concessão de efeito suspensivo ao jogador Folarin Balogun, dos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo, e o Prêmio da Paz concedido a Donald Trump.
Nos últimos dias, Infantino tem enfrentado intensa pressão. Após federações europeias retirarem o apoio à sua reeleição, membros da Concacaf também ameaçaram abandonar o dirigente. Conforme o The Guardian, uma reunião emergencial da Concacaf discutiu o tema, com várias federações expressando intenção de retirar o apoio ao presidente da Fifa.
A insatisfação das federações nacionais surgiu após Infantino encerrar o projeto de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que gerenciaria direitos comerciais de competições. A ideia era vender 20% desta empresa a investidores externos, visando arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).
Além das ameaças de membros da Concacaf, a Federação Inglesa de Futebol (FA) e a Associação de Futebol do País de Gales (FAW) também retiraram seu apoio a Infantino. Em contrapartida, Argentina e Paraguai continuam apoiando o presidente da Fifa.
A forte oposição de federações nacionais e confederações continentais ao projeto de Infantino gerou uma crise política sem precedentes na entidade desde que ele assumiu o cargo em 2016.


