O Papa Leão XIV retomou suas atividades diplomáticas após ter sido internado no Hospital Gemelli, em Roma, na última semana, para realizar uma cirurgia relacionada a um câncer de pulmão. Nesta segunda-feira (19/10), o pontífice telefonou para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e voltou a solicitar uma trégua humanitária na cidade de Oleshky, localizada na região de Kherson, atualmente ocupada por tropas russas.
++ Cresce o número de brasileiros usando IA para gerar conteúdo e atrair clientes
Segundo informações do Vatican News, a conversa teve como principal foco a situação dos moradores locais, que enfrentam falta de água, alimentos, remédios e eletricidade, além das dificuldades para deixar a área.
++ Lei Vini Jr. é aplicada pela primeira vez e jogador é expulso na Copa do Mundo
O líder da Igreja Católica defendeu que haja cooperação entre ambos os lados do conflito para permitir o envio de ajuda humanitária e garantir a saída voluntária e segura dos civis.
A ligação ocorreu três dias após o papa conversar por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta-feira (16/10). Naquele momento, ainda hospitalizado, Leão XIV já havia solicitado uma pausa nos confrontos em Oleshky para facilitar o envio de suprimentos e a evacuação dos moradores.
Em nota, a Santa Sé informou que o pontífice reiterou sua preocupação com a situação na cidade. Ele também ressaltou a necessidade de colaboração entre as partes para viabilizar a assistência humanitária e reafirmou o compromisso do Vaticano com o diálogo e a busca pela paz.
Crise humanitária em Oleshky
Situada no sul da Ucrânia, na região de Kherson, Oleshky passa por uma séria crise humanitária. Conforme o Vatican News, cerca de 2 mil pessoas, incluindo aproximadamente 50 crianças, estão vivendo em condições precárias e com acesso restrito a serviços essenciais.
A destruição de uma ponte e a presença de minas nas estradas dificultam a saída dos habitantes. Autoridades ucranianas acusam as forças russas de bloquear corredores humanitários, enquanto Moscou também responsabiliza Kyiv pela situação.
Tags:


