Sabrina Sato abriu o coração ao comentar os desafios de viver com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e explicou como a conversa se tornou uma ferramenta essencial para manter a harmonia em seu casamento com Nicolas Prattes, de 29 anos. Aos 45 anos, a apresentadora está esperando o segundo filho e compartilhou detalhes da rotina do casal durante sua participação no videocast “TDAH Levado a Sério”, projeto do qual é embaixadora.
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Ao abordar a vida a dois, Sabrina contou que busca dialogar frequentemente com o marido sobre seus sentimentos e desafios. “Fui aprendendo a ter DRs [discussão da relação] todos os dias. Coloco meus sentimentos para fora e peço ajuda. Falar sobre as minhas dificuldades me ajuda, ainda mais porque temos cinco cachorros, é uma família grande”, relatou.
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A apresentadora também lembrou como o transtorno já se manifestava desde a infância. De acordo com ela, a inquietação e a dificuldade para manter o foco já faziam parte de sua rotina escolar, quando era conhecida por ser uma das alunas mais agitadas da turma e por se distrair facilmente nas aulas.
Sabrina explicou que a atenção constante aos estímulos do entorno ainda é uma característica marcante em sua vida. “Se estou conversando com você, qualquer barulho ou qualquer pessoa conversando, meu ouvido também está atento. Parece que tenho várias antenas dentro de mim ouvindo tudo ao mesmo tempo, o que é uma loucura, mas é a minha realidade”, contou.
O diagnóstico precoce, segundo a apresentadora, ajudou para que ela aprendesse a entender seu próprio comportamento e a lidar com os efeitos do TDAH. Esse processo também foi essencial para que ela deixasse de se sentir diferente das outras pessoas.
“Comecei a olhar mais para mim, a me conhecer melhor, a entender como eu funcionava e a dar nome aos meus sentimentos. Vi também que eu não era um ET [extraterrestre]. Aí você percebe que outras pessoas também têm”, desabafou.
A comunicadora ainda comentou sobre o aumento da atenção dada ao transtorno e avaliou que, apesar do tema estar mais presente nos debates públicos, é preciso cuidado para que os diagnósticos não sejam feitos de forma banal. Ela também destacou a importância de ampliar o debate para que pessoas com TDAH tenham acesso ao acompanhamento necessário.
Para exemplificar as dificuldades enfrentadas, Sabrina citou situações do dia a dia que já provocaram momentos de estresse. “Acontecem coisas na vida que fazem você ter certeza disso. Já fui para compromissos na data errada, de chegar e não ter ninguém me esperando. São situações que parecem engraçadas quando conto agora, mas, na hora que acontece, dá um nervoso”, afirmou.
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