Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre exames de saúde femininos provocou críticas nas redes sociais e uma disputa judicial a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026. A fala ocorreu na segunda-feira (28), durante um comício em Belém, no Pará, quando o candidato à reeleição comparava a resistência dos homens ao exame de próstata com os cuidados preventivos das mulheres. Após a repercussão, a campanha presidencial acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra publicações que associavam o discurso ao abuso infantil.
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O episódio também deu origem à alegação de especialistas que Lula teria perdido aproximadamente 10 milhões de votos. Entretanto, não foram apresentados levantamentos eleitorais ou estudos que comprovem essa estimativa.
Durante o discurso, Lula comentava a realização de uma cirurgia robótica de próstata pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Pará e incentivava os homens a cuidar da saúde. Ao abordar o preconceito masculino em relação aos exames, fez uma comparação com as mulheres.
“Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que quando tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”, declarou.
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O trecho passou a circular nas redes sociais e recebeu críticas de adversários políticos, que associaram a declaração a crimes contra crianças. A campanha petista contestou essa interpretação, afirmando que o presidente se referia aos exames ginecológicos e à importância dos cuidados preventivos com a saúde.
Entre as publicações questionadas estava um vídeo divulgado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Na postagem, o parlamentar reproduziu parte do discurso e escreveu: “Menina pequena não aprende a tomar toque nenhum, Lula!”. A campanha do presidente recorreu ao TSE, solicitando a retirada do conteúdo.


