Susan Sarandon foi detida nesta quinta-feira (24/9), em Nova York, enquanto participava de um protesto contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizado próximo à sede da Organização das Nações Unidas (ONU). A atriz, vencedora do Oscar, estava entre pelo menos 30 pessoas presas pela polícia durante o ato. As informações são da Reuters. Imagens feitas no local mostram Sarandon sendo algemada e levada pelos agentes.
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Além de Susan, Hannah Einbinder, conhecida pela série “Hacks”, também estava entre os detidos. O protesto, organizado pelo grupo Jewish Voice for Peace, que é judaico e defende os direitos dos palestinos, contou com a presença de políticos e ativistas. A manifestação ocorreu pouco antes do discurso de Netanyahu na Assembleia Geral da ONU e reuniu cerca de 200 pessoas.
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Os manifestantes ocuparam parte da rua e exibiram cartazes com frases como “Free Palestine” (Palestina Livre), “No war” (Guerra não) e “Fund people not bombs” (Financiem pessoas, não bombas). A polícia ordenou que o grupo deixasse a área. Alguns participantes permaneceram sentados na via e acabaram sendo retirados pelos agentes. Netanyahu discursou em seguida na Assembleia Geral, defendendo as ações de Israel na região. Durante o discurso, dezenas de representantes deixaram o plenário.
Ativismo já trouxe consequências à carreira de Susan Sarandon
O apoio à causa palestina não é novidade na trajetória de Susan Sarandon. Em 2023, a atriz foi dispensada pela agência UTA após declarações feitas durante um protesto pró-Palestina nos Estados Unidos, episódio que gerou grande repercussão na indústria do cinema. Em março deste ano, ao receber o Goya Internacional, Susan relatou que começou a enfrentar dificuldades profissionais depois de se posicionar publicamente sobre Gaza.
Segundo ela, passou a ser mais difícil conseguir papéis em grandes produções de Hollywood e até participar de programas de TV. A atriz voltou a falar sobre o tema durante o Festival de Veneza, no início de setembro. Na ocasião, afirmou que ainda perdia oportunidades de trabalho e que algumas agências continuavam orientando profissionais a não contratá-la devido aos seus posicionamentos.
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