O movimento pelos direitos das mulheres perdeu uma de suas maiores referências na última quarta-feira (2/9). A jornalista e ativista Gloria Steinem, símbolo mundial da segunda onda do feminismo, faleceu aos 92 anos em sua casa, em Nova York. A confirmação foi divulgada nesta quinta-feira (3/9) por meio de suas redes sociais e pela fundação da ativista.
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De acordo com sua equipe, a despedida aconteceu de maneira tranquila, na presença de familiares e amigos próximos. A causa da morte ainda não foi informada. Nascida em Ohio, Steinem utilizou o jornalismo como ferramenta de transformação social. Seu destaque nacional veio de forma marcante em 1963, ao se infiltrar como coelhinha na Mansão Playboy para denunciar a exploração e as condições precárias de trabalho das mulheres no clube.
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O espírito investigativo levou Gloria Steinem à liderança do movimento pelos direitos civis na década seguinte, culminando na fundação da revista Ms. em 1972, um marco na imprensa dos Estados Unidos. Por mais de cinquenta anos, Gloria esteve à frente das lutas por igualdade de gênero, direitos reprodutivos e representatividade política, além de apoiar também causas raciais.
Esse impacto significativo na sociedade fez com que ela recebesse o maior reconhecimento do governo dos Estados Unidos em 2013, quando Barack Obama concedeu a ela a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais importante honraria civil do país.


