Lara Marina ganhou destaque nas redes sociais nesta semana ao ser retirada do cargo de Miss Brasil Supranational depois que o Concurso Nacional de Beleza (CNB) identificou que a modelo escondeu uma gravidez, descumprindo uma das regras do contrato. A equipe do portal LeoDias teve acesso exclusivo ao contrato e verificou quais cláusulas foram infringidas.
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A modelo afirmou que só soube da gravidez após o término do concurso Miss Supranational 2026, realizado em julho deste ano. Entretanto, um dos exames de ultrassonografia obstétrica revelou que o primeiro exame aconteceu em 22 de abril de 2026. Na data, Lara já estava com sete semanas de gestação.
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No contrato firmado entre as partes, cinco cláusulas foram descumpridas:
– Descumprimento dos Padrões e Orientações (Cláusula 21.10): A candidata tem obrigação de seguir as orientações de vestimenta e produção determinadas pela organização. Não usar a roupa de entrevista e o traje típico aprovados pela coordenação é considerado violação direta deste item;
– Falta de Comunicação (Cláusula 21.18): O contrato determina que é dever da candidata responder às solicitações da organização (por telefone, e-mail ou redes sociais) em até 24 horas;
– Gravidez Durante o Concurso (Cláusula 4.2 e Cláusula 21.3): O contrato deixa claro que a candidata não pode estar grávida durante a participação e o reinado. O laudo médico de ultrassom (emitido em 19/08/2026) confirma que o primeiro exame foi feito em 22/04/2026 (indicando 7 semanas e 1 dia de gestação), comprovando que Lara já tinha conhecimento do fato desde abril de 2026;
– Obrigação de Notificar em Caso de Impedimento (Cláusula 21.11): Se estivesse impedida de cumprir as obrigações ou de participar da etapa internacional, a candidata deveria comunicar formalmente a organização com até 90 dias de antecedência para renunciar ao título;
– Sigilo e Confidencialidade (Cláusula 4.19 e Cláusula 21.21): É proibido à candidata expor bastidores do concurso ou dar declarações e entrevistas sem autorização, ou que prejudiquem a imagem da organização. Dar entrevistas dizendo que “saiu por estar grávida” omite infrações anteriores ao contrato e fere o dever de sigilo e alinhamento de comunicação com o CNB. Ela teria dito publicamente que perdeu o título por conta de uma gestação da qual não tinha conhecimento.
Relembre
A miss Lara Marina Soares Tosta teria se manifestado nas redes sociais, afirmando que foi desclassificada do título de Miss Brasil Supranational por ter engravidado durante o período, e que só soube da gestação ao final dos concursos. Na ocasião, a organização divulgou uma nota oficial informando que a candidata estava sendo destituída após descumprimento contratual.


