Durante um encontro recente com a Equipe de Resgate em Montanha de Assynt, realizado no Castelo de Mey, na Escócia, o Rei Charles compartilhou a lembrança do grave episódio de quase morte que viveu nos Alpes Suíços no final dos anos 1980. O acidente na neve, que tirou a vida de um de seus amigos mais próximos, ainda permanece marcante em sua memória.
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Em conversa com os socorristas, o monarca resumiu o trauma dizendo: “Foi por pouco”. O relato foi divulgado pelo líder da equipe de resgate, Ben Dyson, que destacou a grande gratidão de Charles pelo trabalho dos profissionais que atuam em áreas de risco elevado.
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A tragédia ocorreu em 10 de março de 1988, quando o então Príncipe de Gales passava férias na famosa estação de esqui de Klosters, na Suíça. O grupo reunia nomes conhecidos, como a Princesa Diana e Sarah Ferguson, além de amigos próximos. Buscando aventura, Charles resolveu enfrentar a perigosa montanha Gotschnagrat, famosa por suas encostas íngremes e recomendada apenas a esquiadores experientes.
Enquanto Diana e Sarah preferiram ficar no conforto do chalé, Charles partiu para uma área fora das pistas oficiais, acompanhado pelo major Hugh Lindsay, Patti Palmer-Tomkinson, um policial suíço e um guia local. O que seria uma tarde de esportes radicais rapidamente se transformou em pânico quando uma avalanche atingiu o grupo.
O deslizamento inesperado de neve atingiu parte da equipe. Charles escapou por pouco e, junto do guia e do policial, começou a cavar a neve com as próprias mãos numa tentativa desesperada de salvar os amigos. Patti Palmer-Tomkinson foi resgatada com ferimentos graves nas pernas.
Já o major Hugh Lindsay não teve a mesma sorte. Ele foi arrastado por cerca de 400 metros montanha abaixo. O militar de 34 anos, que aguardava o nascimento de um filho, não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada ao ser levado de helicóptero para o hospital de Davos.
A firmeza da Princesa Diana
Ao relembrar o episódio, Charles destacou que ficou profundamente abalado, chorando e com dificuldades para lidar com o choque da perda. De acordo com relatos da época, registrados pelo biógrafo Andrew Morton, foi a Princesa Diana quem tomou a dianteira diante da crise.
Enquanto o príncipe, em estado de choque, hesitava sobre o que fazer, Lady Di agiu com determinação e clareza. Ela assumiu o comando da situação, convenceu o marido de que as férias haviam terminado e que era obrigação da família real retornar imediatamente ao Reino Unido para acompanhar o corpo do amigo e dar apoio à viúva.


