
Mourinho abraça Vini Jr. em reencontro no Real Madrid (Foto: Instagram)
Agora no mesmo time, Vini Jr. e José Mourinho estiveram em lados opostos na temporada anterior, quando o Real Madrid eliminou o Benfica nos playoffs da Champions League. A partida foi marcada pela acusação de racismo feita pelo brasileiro contra o meia argentino Gianluca Prestianni.
++ Tecnologia de IA revela estratégia usada por criadores para crescer sem aparecer
Na ocasião, o treinador de 63 anos, então à frente do clube português, adotou um tom neutro e criticou a comemoração do camisa 7 dos merengues, que resultou na confusão com o meio-campista do time português. Contudo, segundo apuração do Metrópoles, o tema é considerado superado e não interferiu nos bastidores da renovação do jogador brasileiro.
++ Lei Vini Jr. é aplicada pela primeira vez e jogador é expulso na Copa do Mundo
O QUE DISSE MOURINHO?
“Conversei com ambos. O Vinicius me contou uma coisa, mas o Prestianni me disse outra. Não posso tomar partido, ‘nem ser Benfica nem ser Real Madrid,’ e afirmar que acredito 100% no Prestianni. Mas também não posso dizer que o que Vinicius me relatou é verdade. Não posso”, afirmou Mourinho na época.
No confronto, Vini Jr. marcou gols nas duas partidas e o Real Madrid avançou para as oitavas de final da Champions com um agregado de 3 x 1.
“Vinicius marca um gol que só ele ou o Mbappé conseguem marcar. (Com um gol desses), ele deveria subir nos ombros de seus companheiros e não provocar 60.000 pessoas neste estádio. Essa é a única coisa que digo”, declarou Mourinho.
“Por que Vini Jr. não comemorou como Di Stefano, Pelé ou Eusebio? Você faz esse gol incrível e depois… por quê? Isso sempre acontece com ele. Essa é a única coisa que não entendo”, continuou Mourinho.
Vini Jr. acusou Prestianni de racismo após o jogador do Benfica se dirigir ao brasileiro com a boca coberta pela camiseta do clube, o que impediu a leitura labial do que foi dito.
“Quero ser imparcial em um caso que pode ser de grande gravidade. O que disse para perderem 10 minutos a ler a declaração refere-se à presunção de inocência. Se enquanto cidadão sou uma pessoa que repudia qualquer tipo de preconceito ou idiotice, digo que eu fiz isso e os outros não fizeram”, afirmou o treinador.
“Se o jogador for realmente culpado, não vou voltar a olhar para ele”, concluiu Mourinho.
RESULTADO DA ACUSAÇÃO
Após investigação, a Uefa considerou o jogador argentino culpado por conduta discriminatória de caráter homofóbico contra Vinícius Júnior. O argentino admitiu a ofensa homofóbica contra o brasileiro.
A entidade aplicou uma suspensão de seis jogos, sendo três de cumprimento imediato e três com pena suspensa por dois anos. Posteriormente, a Fifa estendeu os efeitos da punição para competições internacionais.
A decisão de penalizar Prestianni foi tomada pelo Comitê de Controle, Ética e Disciplina da Uefa, entidade que comanda o futebol europeu. A suspensão foi acatada pelo Comitê Disciplinar da Fifa.
LEI VINI JR.
Após o episódio envolvendo Prestianni e Vinícius Júnior, a Fifa passou a proibir que jogadores cubram a boca — com a camisa, as mãos ou qualquer outra parte do corpo — durante discussões em campo.
A “Lei Vini Jr.”, como ficou conhecida, visa combater o racismo e qualquer tipo de discriminação no futebol mundial. A iniciativa teria sido influenciada pelo caso recente de discriminação de Prestianni, do Benfica, contra o atacante brasileiro.


