
Gianni Infantino em debate sobre a Superliga Europeia sob tutela da Fifa (Foto: Instagram)
A Superliga Europeia esteve prestes a se tornar uma competição sob a tutela da Fifa. A entidade máxima do futebol, liderada por Gianni Infantino, estava em negociações avançadas com os criadores do torneio para firmar uma parceria.
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De acordo com o jornal inglês The Guardian, um acordo preliminar foi alcançado entre as partes, que incluía a alteração do nome da competição para Superliga da Fifa.
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Além disso, a Fifa assumiria a organização por um período inicial de 12 anos e havia uma proposta para criar uma joint venture para gerenciar os direitos comerciais e explorar financeiramente a competição, similar ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE).
A postura da Fifa mudou após críticas de clubes, ligas, atletas e torcedores ao modelo proposto para a Superliga Europeia. Infantino chegou a afirmar que “desaprova veementemente” a criação do torneio.
O documento da proposta também previa a realização de um Mundial de Clubes anual e menos espaço para seleções no calendário. Em contrapartida, a Fifa teria poder de veto sobre a Superliga no formato da competição, distribuição de receitas e mudanças estruturais.
O QUE ERA A SUPERLIGA EUROPEIA
Liderada por Florentino Pérez, a Superliga Europeia visava criar uma competição de clubes com as principais equipes da Europa, sem envolvimento da Uefa e como alternativa à Champions League.
Anunciada em 2021, a Superliga incluía Real Madrid, Barcelona, Juventus, Milan, Inter de Milão, Manchester United, Manchester City, Chelsea, Liverpool, Atlético de Madrid, Arsenal e Tottenham.
A competição seria anual e fechada entre os clubes participantes, com a única possibilidade de ingresso de uma nova equipe mediante aprovação dos demais membros. O modelo se assemelha ao das ligas americanas.
O objetivo era aumentar receitas e visibilidade por meio de confrontos entre as equipes mais tradicionais do continente europeu.
Após críticas ao modelo, o projeto perdeu força com o tempo e a saída da maioria dos clubes. Apenas Barcelona e Real Madrid permaneceram até desistirem da ideia no início de 2026.
INFANTINO SOB PRESSÃO
Os últimos dias têm sido de intensa pressão sobre Gianni Infantino. Após federações europeias retirarem o apoio à sua reeleição como presidente da Fifa, membros da Concacaf também ameaçaram abandoná-lo.
Segundo o The Guardian, uma reunião emergencial foi convocada pela Concacaf para discutir o tema, e várias federações expressaram intenção de retirar o apoio a Infantino.
O descontentamento das federações nacionais surgiu após Infantino encerrar o projeto de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), que seria responsável pelos direitos comerciais de competições. A ideia era vender 20% da empresa a investidores externos, visando arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).
Além da ameaça da Concacaf, a Federação Inglesa de Futebol (FA) e a Associação de Futebol do País de Gales (FAW) também retiraram o apoio ao dirigente.
A forte resistência de federações nacionais e confederações continentais ao projeto de Infantino desencadeou uma crise política sem precedentes na entidade desde que o suíço assumiu o cargo em 2016.


