
Infantino em meio à pressão por maior transparência na FIFA (Foto: Instagram)
Durante as negociações para sua nova candidatura à presidência da Fifa, Gianni Infantino enfrenta crescente pressão política. Recentemente, a Associação de Futebol do País de Gales (FAW) retirou seu apoio ao dirigente, e agora a Federação Inglesa de Futebol (FA) também decidiu não apoiar sua reeleição.
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A decisão das federações ocorreu logo após Infantino anunciar o fim do projeto de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE). Essa subsidiária seria responsável pelos direitos comerciais das competições, com a intenção de vender 20% a investidores externos e arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).
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A resistência de federações nacionais e confederações continentais ao projeto de Infantino gerou uma crise política inédita na entidade desde que o suíço assumiu a presidência em 2016.
Em junho, a FA havia declarado apoio à reeleição de Infantino, que pretende concorrer para o período de 2027 a 2031. Contudo, a proposta da Fifa Forward Enterprises levou ao rompimento com a federação inglesa.
Na ocasião, os ingleses solicitaram uma análise “completa e robusta da liderança e da governança da Fifa para assegurar que o futebol mundial seja gerido de forma transparente”.
A proposta da Fifa inclui a transferência das atividades comerciais e operacionais para uma subsidiária, que seria permanentemente controlada pela entidade máxima do futebol. O valor gerado seria compartilhado entre as 211 Associações Membro, permitindo investimentos significativos no futebol de cada país.
Cada Associação Membro receberia US$ 20 milhões em financiamento de desenvolvimento do FIFA Forward nos próximos quatro anos (2027-2030), independentemente de seu apoio individual. Esse aumento de financiamento viria das receitas adicionais geradas pela FFE por meio de uma gestão mais eficiente das operações comerciais.
O Programa FIFA Fast Forward proporcionaria um financiamento adicional de US$ 20 milhões por associação, sendo a participação voluntária e financiada por investimentos externos, sem alterar a governança da FIFA.
Sem o apoio da maioria, as atividades comerciais da FIFA permaneceriam inalteradas. Esses elementos são o ponto de partida do processo de consulta, aberto para discussão, aprovação, rejeição ou alteração.
Esses princípios sustentam a proposta da FFE: financiamento de desenvolvimento sem precedentes, participação global nas oportunidades comerciais do futebol e autonomia de decisão por meio de um processo democrático para todas as Associações Membro.


