O domínio do Toyota Corolla Cross chegou ao fim. O BYD Song Plus assumiu a primeira posição e agora é o carro mais blindado do Brasil, superando um dos modelos mais tradicionais do setor e reforçando o avanço das montadoras chinesas também no segmento de segurança automotiva.
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O levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) aponta uma mudança relevante no perfil dos veículos escolhidos pelos brasileiros. Os SUVs médios lideraram o ranking, impulsionados pelo aumento do interesse em híbridos e pela evolução das tecnologias de blindagem, que atualmente utilizam materiais mais leves e projetos mais eficientes.
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O primeiro lugar ficou com o BYD Song Plus, seguido pelo Toyota Corolla Cross e pelo Jeep Commander. Na sequência aparecem Jeep Compass, Volvo XC60, GWM Haval H6, BMW X1, Volkswagen Taos, Volkswagen T-Cross e Toyota Corolla, fechando o ranking dos dez carros mais blindados do Brasil.
De acordo com especialistas da área, a blindagem deixou de ser um serviço restrito a veículos de luxo. A redução do peso dos materiais possibilitou que SUVs e até modelos compactos passassem a receber a proteção sem grandes impactos no desempenho. Dessa forma, carros na faixa entre R$ 180 mil e R$ 230 mil se tornaram os preferidos dos consumidores que buscam mais segurança. Após a blindagem, o valor do investimento costuma ficar entre R$ 300 mil e R$ 350 mil.
Outra mudança apontada pelo estudo é o perfil dos compradores. Se há dez anos cerca de 80% dos donos de veículos blindados eram homens, hoje a participação feminina já se aproxima de 50%. Além disso, a blindagem passou a atrair não só empresários e executivos, mas também profissionais liberais, empreendedores e famílias que veem o serviço como um investimento em segurança e qualidade de vida.
O setor segue crescendo. Somente no primeiro trimestre de 2026, foram emitidas 8.550 autorizações para blindagem no Brasil, um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. São Paulo ainda concentra a maior demanda, sendo responsável por 82% das blindagens realizadas no país, seguido pelo Rio de Janeiro, com 8%.


