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Supergirl com Milly Alcock estreia no Brasil e traz Jason Momoa como Lobo em filme ousado da DC

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A DC finalmente decidiu ousar e sair da sua zona de conforto com o novo longa que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25/6). Sob a direção de Craig Gillespie e marcando o segundo grande passo do universo cinematográfico renovado por James Gunn, o aguardado “Supergirl” enfrenta um desafio complicado: mostrar que Kara Zor-El tem brilho próprio e não é apenas um complemento na trajetória do primo, o Superman.

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O resultado é uma ficção científica intensa que acerta em cheio no coração da trama, mas acaba tropeçando quando o assunto é o desenvolvimento do roteiro. Se você esperava uma heroína perfeita, inabalável e sempre sorridente, pode esquecer.

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A atriz que se destacou em “A Casa do Dragão” domina a tela e entrega uma Kara Zor-El quebrada, impulsiva e deliciosamente caótica. Dá para afirmar sem dúvidas: Milly Alcock é o coração do filme. Ela transforma o luto pela destruição de Krypton em uma mistura fascinante de raiva e fragilidade, mostrando que protagonistas de blockbusters também podem (e devem) ser complexas e cheias de defeitos. Milly Alcock veste o uniforme icônico com naturalidade impressionante, deixando de lado qualquer sombra de Clark Kent.

O caos magnético de Jason Momoa como Lobo

Se Milly Alcock segura a carga dramática, Jason Momoa é quem traz o entretenimento e empolga em todas as suas aparições. O ex-Aquaman mergulhou na loucura e parece ter nascido para viver o mercenário intergaláctico Lobo, claramente se divertindo em cena.

Com um carisma que salta aos olhos, o ator rouba todas as cenas em que aparece. O personagem representa o anti-herói inconsequente na medida certa, deixando o público querendo vê-lo por mais tempo, uma estratégia inteligente da DC para garantir o interesse em futuros projetos.

Visualmente, “Supergirl” supera muitas produções genéricas do gênero. Inspirado nas HQs “A Mulher do Amanhã”, o filme foge do padrão dos super-heróis e se assume como uma aventura espacial. Com cenários áridos e uma estética mais suja, o visual traz referências marcantes de “Mad Max: Estrada da Fúria”, formando um universo vibrante e palpável.

No entanto, nem tudo funciona nessa jornada interplanetária. O maior problema da produção atende pelo nome de Matthias Schoenaerts. O vilão principal é genérico, esquecível e não consegue fazer frente ao magnetismo da protagonista.

Para piorar, o roteiro demora a engrenar e sofre com um ritmo irregular. Em vários momentos, é evidente que o estúdio estava mais focado em estabelecer as bases do novo DCU do que em construir uma narrativa coesa e bem estruturada.

O longa não é uma aventura de origem tradicional e apresenta falhas crônicas no roteiro e no antagonismo, mas representa um fôlego necessário em um gênero já saturado. O filme prefere discutir temas como trauma e pertencimento, em vez de focar apenas em explosões em CGI.

Mesmo com um texto problemático, a dupla Milly Alcock e Jason Momoa e o bom entretenimento fazem valer o valor do ingresso.

Nota: 7/10

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