O nascer do sol em um dos pontos turísticos mais famosos do Rio de Janeiro se tornou cenário de medo na madrugada desta terça-feira (23/6). Aproximadamente 60 pessoas, entre visitantes e guias, passaram por momentos de pânico no Mirante Dona Marta, além dos moradores da comunidade Santa Marta, em Botafogo.
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De acordo com informações do G1, o grupo precisou se deitar no chão para se proteger do intenso tiroteio e do barulho de explosões vindos da comunidade Santa Marta. Os turistas chegaram ao local por volta das 3h30, esperando aproveitar a tradicional vista panorâmica do Pão de Açúcar e do Cristo Redentor.
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Por volta das 4h, os primeiros disparos começaram a ser ouvidos. A situação ficou ainda mais grave por volta das 5h40, quando o tiroteio ganhou proporções de conflito armado. O confronto que assustou turistas e acordou moradores de bairros ao redor foi causado por uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
A chamada Operação Contenção tinha como objetivo enfraquecer o setor financeiro e conter o avanço do Comando Vermelho (CV) na área. O clima de insegurança fez com que os acessos ao mirante fossem bloqueados enquanto a polícia agia.
Turismo refém da violência
O caso desta terça-feira reacende o debate sobre a segurança em pontos turísticos próximos a regiões consideradas perigosas. O roteiro de medo se repete: em abril deste ano, uma operação parecida na comunidade do Vidigal deixou mais de 200 trilheiros presos no local.
O grupo, que havia subido o Morro Dois Irmãos para assistir ao nascer do sol, também ficou encurralado no topo da montanha devido aos tiros.


