Carlo Ancelotti confirmou que fará alterações na Seleção Brasileira para a partida contra o Haiti, válida pela segunda rodada da Copa do Mundo, mas preferiu não revelar os nomes dos escolhidos. O técnico disse que a escalação titular já está definida internamente e que os jogadores já foram avisados, reforçando o hábito de informar a equipe apenas aos atletas e evitar vazamentos antes dos confrontos.
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Apesar de já ter decidido quem inicia o jogo, o treinador italiano preferiu manter o suspense. Durante entrevista coletiva realizada na noite desta quinta-feira (18/6), Ancelotti confirmou que promoverá mudanças no time, mas não divulgou quem serão os novos titulares.
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Em tom descontraído, Ancelotti chegou a brincar sobre o número de alterações previstas. “Vou mudar quatro ou cinco jogadores”, disse inicialmente. Em seguida, corrigiu a fala entre risos: “Brincadeira, brincadeira (risos). Serão um pouco menos. Não vou falar. Quem vai jogar já sabe.”
Desde que assumiu o comando da Seleção, Ancelotti tem adotado a prática de informar a escalação somente aos jogadores no próprio dia da partida. Essa estratégia tem dificultado vazamentos e mantido dúvidas sobre o time titular até momentos próximos do início dos jogos.
Ajustes após estreia abaixo do esperado
Durante a coletiva, o treinador reconheceu que o desempenho do Brasil diante do Marrocos ficou abaixo do esperado, principalmente no primeiro tempo, e explicou que as mudanças visam corrigir problemas identificados na estreia.
“Alguma mudança vamos fazer, mas não é uma mudança que possa ser de alguns jogadores, que podem estar mais frescos que outros, mas é uma mudança que queremos melhorar o jogo, porque o jogo na primeira parte não foi bom, temos que melhorar este aspecto. O equilíbrio e também a qualidade do jogo. Eu acho que temos a qualidade para fazer isso. Temos na frente jogadores que têm qualidade, que têm rapidez, que são fortes, que são potentes”, declarou.
O técnico também ressaltou que o grupo realizou uma análise interna sobre a atuação contra os marroquinos e afirmou confiar na evolução da equipe ao longo do torneio.
“O resultado que não foi bom contra o Marrocos me deixa um pouco crítico na equipe, mas temos que fazer uma crítica positiva, construtiva, porque é o primeiro jogo e temos que buscar a solução. Eu acho que a autocrítica da equipe, dos jogadores, foi uma crítica positiva, e trabalhamos nesses dias para tentar solucionar isso, e eu acho que vamos solucionar. Ou antes ou depois, vamos solucionar, porque sigo confiante de que a equipe vai ser competitiva”, pontuou.
Neymar segue fora
A principal ausência da Seleção Brasileira continua sendo Neymar. O camisa 10 permaneceu em Nova Jersey e não viajou com a delegação para a Filadélfia. A comissão técnica adota cautela no processo de recuperação física do atacante e evita estipular prazo para o retorno aos gramados. A tendência é que o jogador continue fora das próximas partidas da fase de grupos.
Vale lembrar que Casemiro e Ibañez, advertidos com cartão amarelo diante do Marrocos, estão pendurados. A provável escalação do Brasil tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá (Danilo Santos); Raphinha, Matheus Cunha e Vini Junior.
Haiti busca primeiros pontos da história
Do outro lado estará uma seleção que tenta construir um capítulo inédito em sua história nas Copas do Mundo. O Haiti voltou ao torneio após 52 anos e ainda busca seu primeiro ponto na competição.
Na estreia, os haitianos perderam para a Escócia por 1 a 0, mas mostraram desempenho competitivo. O time finalizou 15 vezes e pressionou os europeus até os minutos finais da partida.
Ancelotti elogiou o adversário e destacou a necessidade de encarar o duelo com seriedade: “O jogo do Haiti contra a Escócia foi um jogo muito equilibrado. É um time que está bem organizado, o sistema é bastante claro. Eles jogam um bom futebol com as características que eles querem. É um rival que temos que respeitar, como todos os rivais, pois eles jogam a Copa do Mundo e todos estão muito motivados. Todos os jogos são muito equilibrados e competitivos.”
A seleção haitiana aposta principalmente na força ofensiva de Frantzdy Pierrot, atacante de 1,94m, que soma 34 gols em 55 jogos pela equipe nacional. O centroavante tem ao seu lado Wilson Isidor, do Sunderland, e Jean-Ricner Bellegarde, do Wolverhampton.
A provável escalação do Haiti tem Placide; Arcus, Adé, Delcroix e Expérience; Jean-Jacques, Deedson e Bellegarde; Providence, Isidor e Pierrot.
Com apenas um ponto conquistado na primeira rodada, o Brasil tenta transformar os ajustes feitos durante a semana em resultado dentro de campo. Já o Haiti busca surpreender e conquistar seus primeiros pontos em uma Copa do Mundo.


