Muito além dos treinos, partidas e viagens, Endrick encontrou uma forma particular de ampliar seus conhecimentos desde que chegou ao futebol europeu. Aos 19 anos, o atacante da Seleção Brasileira contou que dedica parte do seu tempo para estudar a história dos clubes, das cidades e dos personagens que ajudaram a construir a identidade do esporte nos lugares onde atua.
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Em entrevista exclusiva à revista Quem, concedida antes de se apresentar à Seleção para disputar a Copa do Mundo, o jogador afirmou que transformou a curiosidade em um hábito constante durante sua trajetória fora do Brasil.
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“Eu estudo as coisas como posso. A história dos clubes, das cidades deles, dos grandes jogadores, dos estádios. Aproveito as viagens, assisto a vídeos, leio algumas coisas”, declarou.
A experiência internacional tem sido marcada por mudanças tanto dentro quanto fora de campo. Após chegar ao futebol europeu, Endrick passou a conviver com novos ambientes, culturas e modos diferentes de enxergar o esporte. Segundo ele, conhecer o passado das instituições que visita ajuda a entender melhor o contexto em que está inserido.
O atacante explicou que seu interesse vai além do futebol jogado atualmente, englobando também a relação dos torcedores com suas cidades, ídolos e tradições.
“Hoje não é difícil aprender um pouco sobre os lugares, sobre as pessoas. Isso é importante no futebol. Saber para onde a gente vai. Do que eles gostam. Quem se destacou lá”, ressaltou.
Atualmente emprestado pelo Real Madrid ao Lyon até o fim da temporada 2025/26, Endrick vem se destacando não só pelo desempenho em campo, mas também pela maneira como absorve referências históricas do esporte. Essa característica já havia rendido situações curiosas desde sua chegada à Europa. Uma das mais conhecidas ocorreu quando o brasileiro revelou admiração por nomes de outras gerações, como o lendário jogador inglês Bobby Charlton.
Como o ex-jogador brilhou nas décadas de 1950 e 1960, a declaração surpreendeu parte dos torcedores e gerou brincadeiras entre colegas. A repercussão foi tão grande que Endrick acabou ganhando o apelido de “Bobby” nos bastidores do Real Madrid.
O atacante afirmou que seu interesse por personagens históricos sempre fez parte da sua formação e que costuma buscar referências em diferentes épocas do futebol. “Eu gosto muito de história”, afirmou.
A declaração ajuda a revelar um lado menos conhecido de uma das maiores promessas do futebol brasileiro. Enquanto muitos jovens jogadores concentram suas atenções apenas no presente, Endrick demonstra interesse em se aprofundar em todo o contexto ao seu redor. Uma curiosidade que, segundo ele, contribui para entender melhor o ambiente a cada novo desafio.


