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Copa do Mundo de 2026: quase 23% dos jogadores convocados nasceram fora dos países que irão representar

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A última segunda-feira (1º/06) foi o prazo final para que as seleções enviassem suas listas de convocados para a Copa do Mundo de 2026. No total, 1.248 atletas, distribuídos entre 48 países, foram chamados para defender suas nações. Porém, quase um quarto desses jogadores (22,8%) não vão representar o país onde nasceram.

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Um levantamento realizado pelo jornalista Jaime Macias mostra que a Copa do Mundo terá 289 atletas que nasceram em países ou territórios diferentes daqueles que irão representar, incluindo jogadores “naturalizados” e atletas com dupla cidadania. Dentre essa extensa lista, é possível destacar alguns dados bastante curiosos.

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A seleção que possui mais jogadores nascidos fora de seu território é a de Curaçao. Dos 26 convocados, 25 nasceram nos Países Baixos (Holanda). O único atleta nascido na ilha caribenha é o atacante Tahith Chong, considerado por muitos como o principal nome do time.

A ligação entre Curaçao e os Países Baixos não é coincidência. Curaçao é um território colonizado pelos holandeses e, até hoje, integra o Reino dos Países Baixos, mesmo tendo um governo autônomo.

Devido à forte ligação histórica e cultural, muitos moradores da pequena ilha do Caribe migram para os Países Baixos em busca de melhores oportunidades, tornando a diáspora de Curaçao na Holanda a maior fora do território da ilha.

Apesar de terem nascido nos Países Baixos, a maioria dos atletas tem ascendência de Curaçao. A identificação desses jogadores foi resultado de um extenso trabalho de observação da federação nacional, que buscou atletas da diáspora no continente europeu.

A Seleção da França, embora frequentemente alvo de ataques xenofóbicos e de discriminação, conta apenas com três jogadores nascidos fora de territórios franceses: Michael Olise (Inglaterra), Marcos Thuram (Itália) e Brice Samba (Congo).

No entanto, se considerarmos todos os atletas nascidos na França ou em territórios franceses que estarão na Copa, o número chega a 75 jogadores. Por conta da forte colonização francesa ao longo dos séculos, muitos países têm grande identificação com a cultura francesa, gerando um movimento semelhante ao de Curaçao.

A seleção do Haiti, adversária do Brasil no grupo C, por exemplo, possui 11 jogadores nascidos em territórios franceses. Já a Argélia, que enfrentará a atual campeã Argentina, conta com 13 atletas nascidos na França.

Outras seleções como Marrocos, Senegal, Tunísia, República Democrática do Congo e Gana também apresentam forte presença de jogadores “franceses” em seus elencos.

Além dos 11 jogadores “franceses” que defenderão o Haiti, a equipe da América Central também conta com dois atletas nascidos nos EUA, um no Canadá e um na Suíça.

A seleção de Marrocos também tem representantes da diáspora: são seis nascidos na França, seis na Espanha, três na Bélgica, três nos Países Baixos e um no Canadá. Entre os principais nomes da equipe estão Achraf Hakimi, Ismael Saibari e Brahím Diaz (Espanha); Mazraoui e Amrabat (Países Baixos); e Yassine Bounou (Canadá).

A última adversária do Brasil na fase de grupos, a Escócia, tem sete jogadores nascidos fora do país: cinco na Inglaterra, um na Austrália e um na Ilha de Man, um pequeno arquipélago localizado no território britânico.

Os principais nomes nascidos fora da Escócia são Scott Mctominay, destaque da seleção, o experiente goleiro Angus Gunn (Inglaterra) e o lateral Kieran Tierney (Ilha de Man).

Apenas 8 seleções das 48 que disputarão o Mundial não têm atletas nascidos em outros países em seus elencos. Entre elas estão o Brasil, África do Sul, Tchéquia, Colômbia, Arábia Saudita, Áustria, Suécia e Panamá.

No entanto, apenas a seleção da Tchéquia não possui nenhum integrante, seja jogador ou membro da comissão técnica, nascido em outro país. Além dos 26 convocados, o treinador também é tcheco.

Apesar de todos os 26 convocados brasileiros terem nascido no país, o Brasil terá outros três jogadores que atuarão por outras seleções. O mais conhecido é Maurício, do Palmeiras, chamado para defender o Paraguai.

Além dele, Matheus Nunes disputará sua segunda Copa do Mundo por Portugal, e o zagueiro Lucas Mendes jogará pela seleção do Catar.

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