O bloqueio comercial dos Estados Unidos ao Brasil ficou ainda mais rígido. Nesta segunda-feira (1°/6), o governo norte-americano anunciou a conclusão de uma investigação detalhada e acusou o Brasil de adotar práticas consideradas “irrazoáveis”, que, segundo eles, prejudicam e sobrecarregam o mercado dos EUA.
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Como resposta, o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sugeriu a imposição de uma tarifa de 25% sobre a importação de produtos brasileiros. Entre os principais pontos de crítica que justificaram a medida estão o sistema do PIX, os índices de desmatamento ilegal e alegadas deficiências na aplicação das leis anticorrupção no país.
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A apuração, iniciada em 15 de julho de 2025 por ordem do presidente Donald Trump, foi fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa nova ofensiva frustra os esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para evitar um confronto econômico direto com Washington, especialmente diante das discussões sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Apesar das tentativas de reaproximação, que incluíram a criação de um grupo de trabalho bilateral após a visita de Lula à Casa Branca no começo de maio, o diálogo diplomático perdeu força. O grupo tinha até esta sexta-feira (5/6) para apresentar resultados concretos, o que não aconteceu.
A implementação definitiva da tarifa extra não será imediata e seguirá um cronograma rigoroso de consultas. O USTR definiu o dia 22 de junho de 2026 como prazo final para solicitações de participação em audiência pública, e 1º de julho para o envio de contestações por escrito.
Uma audiência oficial para discutir o tema está marcada para 6 de julho, e a decisão final sobre a aplicação das sanções deve ser tomada até 15 de julho.
O que fica de fora da tarifa?
Mesmo com a possibilidade de sobretaxar produtos brasileiros, os EUA divulgaram uma lista de itens que devem ser excluídos. Esses produtos são considerados estratégicos para o mercado americano ou essenciais, e por isso não serão atingidos pela tarifa de 25%.
No setor industrial e tecnológico, a relação de exceções inclui aeronaves e peças, terras raras, fertilizantes, produtos farmacêuticos e químicos orgânicos. Já no agronegócio, itens como café, carnes, frutas, cereais, chás, sementes e especiarias também foram isentos, além de materiais informativos e doações.



