Uma idosa conhecida como “Doña Mary” passou anos vivendo no terminal rodoviário central de Puebla (CAPU), no México, esperando o retorno dos filhos que, segundo ela, prometeram buscá-la após deixá-la no local. A mulher permaneceu no local por 3 anos.
Identificada como María de Jesús Mundo, ela ficou conhecida entre comerciantes, passageiros e funcionários da rodoviária por permanecer diariamente sentada no mesmo banco, acompanhada apenas de uma bengala, algumas roupas e doações recebidas de pessoas que passavam pelo terminal.
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Segundo relatos divulgados por moradores da região, Doña Mary havia sido despejada da casa onde morava, em Tehuacán, após não conseguir pagar o aluguel. Sem recursos e acreditando que os filhos retornariam, decidiu permanecer na rodoviária aguardando notícias da família, que teria mudado para os Estados Unidos.
Durante o período em que viveu no local, comerciantes e viajantes costumavam ajudá-la com alimentos e itens básicos. Instituições e moradores também tentaram oferecer abrigo e assistência, mas ela recusava as propostas e afirmava que continuaria esperando pelos filhos.
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Na quinta-feira, 24 de julho de 2025, aos 80 anos, Doña Mary morreu no terminal onde passou os últimos anos da vida. Equipes médicas foram acionadas, mas ela já estava sem sinais vitais.
Após a confirmação da morte, imagens e relatos sobre a trajetória da idosa se espalharam pelas redes sociais, provocando discussões sobre abandono familiar, vulnerabilidade social e negligência contra idosos.



