O americano Jason Vukovich foi condenado em fevereiro de 2018 a 28 anos de prisão pelo Tribunal Superior de Anchorage, no Alasca, após perseguir e agredir homens condenados por crimes de abusos contra menores. O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos e levou o homem a ser apelidado de “O Vingador do Alasca”.
Os ataques ocorreram em 2016. Segundo as investigações, Jason escolhia as vítimas após consultar o registro público de criminosos do estado. Ao todo, três homens foram atacados em um intervalo de poucos dias.
Durante o processo judicial, vieram à tona relatos de abusos sofridos por Vukovich na infância. Em carta enviada ao jornal Anchorage Daily News, ele afirmou ter sido vítima de abusos e agressões físicas praticadas pelo padrasto.
“Meus pais eram cristãos dedicados e nos colocavam em todos os cultos disponíveis, duas ou três vezes da semana”, escreveu. “Então você pode imaginar o horror e a confusão que experimentei quando este homem que me adotou como filho começou a usar sessões de oração tarde da noite para me molestar”, completou.
Segundo os relatos apresentados no tribunal, Jason saiu de casa ainda adolescente e passou anos acumulando antecedentes criminais em diferentes estados americanos.
Em 2016, ele foi acusado de invadir residências, agredir os homens e roubar objetos pessoais das vítimas. Um dos casos deixou sequelas permanentes em uma das pessoas atacadas.
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Após ser preso, Jason respondeu a 18 acusações relacionadas aos ataques. Durante o julgamento, a defesa alegou que ele ainda sofria impactos emocionais dos abusos vividos na infância. Já a promotoria argumentou que os crimes não poderiam ser justificados.
“Temos sorte de não estarmos lidando com uma acusação de assassinato. As pessoas não podem fazer justiça com as próprias mãos só porque não gostam de um determinado grupo de pessoas ou de um determinado cidadão”, afirmou o promotor Patrick McKay durante o julgamento.
Ao definir a sentença, a juíza Erin Marston afirmou que atos de vingança não seriam tolerados pelo sistema judicial americano. “Vigilantismo não é algo que aceitamos na América”, declarou.
Durante a audiência, Jason reconheceu que deveria ter buscado ajuda psicológica antes de cometer os ataques.



