Após ser detido na última quarta-feira (15/4) durante a Operação Narco Fluxo, MC Ryan SP já completou três dias sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo. Neste sábado (18/4), o advogado do cantor, Felipe Cassimiro, confirmou que seu cliente permanece no local.
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Apesar de a defesa ser totalmente contrária à prisão e tentar reverter a decisão judicial sem sucesso, o advogado explicou que, por se tratar de uma prisão temporária, o mais adequado é que o funkeiro não seja transferido para um presídio comum.
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“Por ser uma prisão temporária, o ideal é que ele fique na sede da Superintendência”, afirmou o advogado ao g1.
O artista se tornou um dos principais alvos da grande operação que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Federal identificou movimentações financeiras que somam R$ 1,6 bilhão.
Além de Ryan, que nega qualquer envolvimento com a facção, a operação resultou na prisão de outras 32 pessoas, entre empresários, influenciadores digitais e profissionais do mercado musical. As autoridades ainda buscam localizar seis suspeitos que permanecem foragidos.
Enquanto a defesa tenta manter MC Ryan na Superintendência da PF em São Paulo, outros investigados já começaram a ser transferidos. Um exemplo é Raphael Souza Oliveira, criador da página Choquei. Na sexta-feira (17/4), a Justiça determinou a transferência do influenciador para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO).
No contexto da investigação, a Polícia Federal aponta que a conta de Raphael recebeu em torno de R$ 370 mil enviados por Ryan, valor que supostamente se referiria a serviços de publicidade. Para o advogado do funkeiro, as transferências de outros presos podem ser consequência da superlotação nos presídios, mas ele reforçou a necessidade de manter seu cliente separado dos demais.



