A Justiça da Argentina reabriu nesta terça-feira (14/4) o julgamento referente à morte de Diego Armando Maradona, ícone do futebol mundial falecido em 2020, aos 60 anos. O processo foi reiniciado após a anulação do julgamento anterior, que havia sido interrompido em maio de 2025 devido ao afastamento da juíza Julieta Makintach.
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Com a retomada do caso, será necessário reapresentar as provas e ouvir novamente as testemunhas no Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro, na região de Buenos Aires. No total, 92 pessoas estão previstas para depor, entre elas familiares do ex-jogador e membros de seu círculo próximo.
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Sete profissionais da equipe médica que acompanhava Maradona no período de sua morte respondem por homicídio simples com dolo eventual. Entre os acusados estão o médico Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, além de outros profissionais responsáveis pelo acompanhamento clínico e pela coordenação dos serviços de saúde.
O julgamento está sob responsabilidade dos juízes Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón. Caso sejam considerados culpados, os réus podem ser condenados a penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.
Uma oitava envolvida, a enfermeira Dahiana Gisela Madrid, será julgada separadamente por um júri popular, em data ainda a ser definida.
O processo original foi interrompido após dois meses de audiências, quando veio à tona o envolvimento da então juíza Julieta Makintach na gravação de um documentário não autorizado sobre o caso, o que resultou em sua renúncia e na anulação do julgamento.
Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, vítima de insuficiência cardíaca, enquanto se recuperava em casa de uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro. Durante o julgamento anterior, promotores apontaram falhas nos cuidados médicos e classificaram o ambiente de recuperação como inadequado.
A defesa dos profissionais nega qualquer responsabilidade, alegando que a morte foi causada por problemas de saúde já existentes.
Com a reabertura do processo, acusação e defesa terão que reavaliar suas estratégias diante da reapresentação das provas, que incluem registros audiovisuais e laudos periciais já analisados na fase anterior do julgamento.



