Atenção: o texto a seguir contém relatos sensíveis de agressão e abuso sexual, podendo provocar gatilhos relacionados a estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima desse tipo de violência, ou conheça alguém nessa situação, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
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Horas depois da notícia de que a Polícia Militar concedeu aposentadoria com salário integral ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, detido e acusado pelo assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, a defesa da família da vítima manifestou forte indignação. Por meio das redes sociais, o advogado criminalista Dr. José Miguel da Silva Júnior destacou privilégios e criticou a rapidez com que a corporação agiu para favorecer o oficial.
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De acordo com o advogado, o procedimento que garantiu a aposentadoria do militar foi concluído em menos de uma semana. Ele fez questão de expor a diferença de tratamento dentro da própria PM, revelando que policiais de patentes mais baixas (“praças”) chegam a esperar mais de dois meses na fila. Enquanto isso, outros oficiais, mesmo doentes, precisam recorrer à Justiça para ter o mesmo direito.
“Nos causou estranheza a rapidez da corporação em aposentá-lo (…) Depois vêm a público afirmar que ‘cortam na carne’, que não aceitam condutas inadequadas, mas estão concedendo privilégios ao senhor tenente-coronel”, afirmou o advogado. Apesar da manobra burocrática garantir o salário do acusado neste momento, a defesa acredita que essa proteção é temporária.
O advogado também assegurou que a ida para a reserva não impedirá o andamento do Conselho de Justificação (processo disciplinar que avalia a conduta de oficiais) e garantiu que há plena convicção de que o tenente-coronel será expulso e perderá o direito à farda. Ao final do pronunciamento, Dr. José Miguel ressaltou o ponto que mais indigna a família da vítima: o fato de o acusado seguir recebendo dinheiro público.
“Não é aceitável que esse cidadão, que cometeu um crime tão brutal, continue recebendo valores pagos pela população, inclusive pelos pais da Gisele, que são contribuintes. Seguiremos lutando por justiça”, finalizou.



