Uma mulher que ficou conhecida como “Clarinha” passou 24 anos em coma em um hospital de Vitória, no Espírito Santo, sem que sua identidade fosse descoberta. Ela havia sido atropelada no Dia dos Namorados de 2000 e não portava documentos. Após duas décadas, ela morreu em março de 2024, sem identificação.
O caso mobilizou autoridades, médicos e instituições em tentativas de identificação. Ao longo dos anos, foram realizados exames de DNA, além do uso de tecnologia de reconhecimento facial com apoio da Força Nacional, mas nenhuma correspondência foi encontrada.
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A paciente recebeu o nome de Clarinha do médico Jorge Potratz, que a acompanhou durante todo o período de internação. Segundo relatos, ele custeava itens básicos e acompanhava de perto os cuidados com a paciente.
Uma cicatriz de cesariana encontrada no corpo da mulher indicava que ela poderia ter tido um filho, o que levantou hipóteses durante as investigações. Após reportagens exibidas na televisão, mais de 100 famílias procuraram o Ministério Público em busca de possível identificação, mas os testes realizados não confirmaram vínculos.
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Durante esses 20 anos, Clarinha permaneceu sob cuidados médicos contínuos, sem que parentes fossem localizados ou que sua história fosse completamente esclarecida. Apesar dos esforços, não houve um “final feliz”.



