O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 12 de março, que a seleção do Irã teria autorização para participar da Copa do Mundo FIFA de 2026, mas ressaltou preocupações quanto à segurança dos atletas. A competição, que reunirá 48 seleções pela primeira vez na história, será organizada em conjunto pelos Estados Unidos, México e Canadá, com jogos programados entre 11 de junho e 19 de julho do próximo ano.
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Em postagem na rede social Truth Social, Donald Trump declarou que a equipe iraniana seria “bem-vinda” ao torneio, porém destacou que, na visão dele, não seria “apropriado” para a “própria vida e segurança deles” viajar para os países-sede. O presidente norte-americano fez questão de enfatizar que seu posicionamento se baseia em possíveis ameaças e na avaliação dos riscos de deslocamento e permanência do time do Irã em solo estrangeiro.
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Poucos dias antes dessa declaração, Donald Trump teve uma conversa com Gianni Infantino, presidente da FIFA, para discutir a participação da seleção do Irã. Relatos indicam que Infantino buscou esclarecimentos sobre a situação da equipe, já que o país asiático confirmou sua vaga no Mundial. A interlocução entre o mandatário americano e o dirigente da entidade máxima do futebol reforça o caráter político que envolve grandes eventos esportivos.
Do lado iraniano, o ministro dos Esportes, Ahmad Donjamali, declarou publicamente que o governo de Teerã não prevê enviar a seleção ao Mundial, alegando motivos políticos e de princípio. Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Ahmad Donjamali criticou a condução da política externa dos Estados Unidos e afirmou: “Desde que este governo corrupto assassinou nosso líder, não temos a menor intenção de participar da Copa do Mundo.”
Em seu discurso, Ahmad Donjamali também mencionou as tensões que levaram o Irã a se envolver em duas guerras e resultaram em milhares de mortes. Segundo o ministro, “medidas malignas” foram impostas ao país, reforçando a convicção do governo: “Não temos absolutamente nenhuma chance de participar.”
A seleção do Irã, que garantiu classificação para o torneio, estava designada ao Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Esse agrupamento reúne equipes com estilos de jogo distintos, o que prometia confrontos atrativos na fase de grupos. A discussão, no entanto, ultrapassou o âmbito esportivo e ganhou contornos diplomáticos.
Em outra publicação nas redes sociais, Donald Trump também aproveitou para destacar sua prioridade em impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. O presidente escreveu: “Mas, para mim, como presidente, o mais interessante e importante é impedir que um império do mal, o Irã, possua armas nucleares e destrua o Oriente Médio e, de fato, o mundo. Eu jamais permitirei que isso aconteça!”
As falas do líder americano coincidiram com o primeiro pronunciamento oficial do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, após assumir o posto ocupado por seu pai, Ali Khamenei. Em mensagem veiculada pelo canal estatal, Mojtaba Khamenei abordou conflitos regionais, enfatizou a necessidade de unidade nacional e prometeu responder a quaisquer ataques ou pressões externas.



