O portal LeoDias recebeu informações exclusivas sobre o resgate e os exames feitos após a morte do cão Orelha, encontrando relatos fortes e sensíveis de testemunhas. A reportagem traz depoimentos de quem achou o animal em estado crítico em 5 de janeiro e também do veterinário que atendeu Orelha até seu falecimento. Além disso, o caso revela divergências sobre o procedimento adotado: enquanto uma moradora garante que o pet só morreu pelos ferimentos, o profissional admite ter aplicado um medicamento semelhante a uma eutanásia para aliviar o sofrimento.
++ Aprenda a usar IA para criar novos negócios e gerar renda passiva
Laudos periciais obtidos com exclusividade pelo portal LeoDias apontam que Orelha sofreu múltiplas fraturas no crânio causadas por “instrumento contundente”, possível resultado de pauladas, chutes ou até espancamento com barra de ferro. As lesões foram tão graves que o animal passou 24 horas agonizando antes de ser resgatado por moradores no dia seguinte ao suposto espancamento. Segundo o laudo oficial, o Ministério Público deve solicitar em breve a exumação do corpo para investigar mais detalhes. O documento também confirma compatibilidade com ação mecânica violenta contra a cabeça, evidenciando que autoridades já tinham registro de maus-tratos naquela região da Praia Brava.
++ Eliza Samudio é a ‘mãe desconhecida’ do primogênito de Cristiano Ronaldo? Entenda a teoria
Em depoimento, a moradora relatou ter sido procurada para emprestar remédios ao animal, mas só constatou a gravidade no dia seguinte. “Descobrimos o Orelha debaixo de um carro, achei que já estivesse morto. Coloquei-o no banco, cobri com um pano e vi que sangrava pela boca e nariz. Eu o resgatei sozinha”, contou ela, emocionada. A versão da testemunha afirma que o cão apresentava ferimentos musculares e ósseos expostos, além de perfurações profundas que deixaram o crânio à mostra e atraíram insetos.
Segundo o veterinário que atendeu Orelha em uma clínica local, o estado do pet era de total desorientação e dor extrema. “Ele não estava morto”, corrigiu a moradora ao ouvir a afirmação de que o cachorro já teria partido. O médico, porém, ressaltou: “Está agonizando e não tem chance de sobreviver. Não foi atropelamento, mas espancamento”. Ele descreveu três cortes profundos, ausência de um dos olhos e fraturas que expunham o crânio, caracterizando violento ataque direto à cabeça.
Durante as oitivas, o profissional explicou às autoridades ter utilizado um anestésico para induzir o animal a um breve sono, pois o sofrimento era insuportável. “Ele estava com inchaço no lado esquerdo da cabeça, quase inconsciente, sem apoio e com sangramento nasal e bucal. Dei um medicamento para ele ‘dormir’ e veio a óbito. É um procedimento parecido com eutanásia, só administrei uma dose mínima para evitar mais dor”, afirmou o veterinário, segundo ata policial.
No laudo pericial oficial da polícia, consta: “O mesmo cachorro foi encaminhado a um veterinário, no qual foi necessário fazer eutanásia, pois não iria se recuperar. Não é a primeira vez que um cachorro é morto aqui na Praia Brava. Já tentaram em outra ocasião colocar fogo nas casinhas”. O Ministério Público reforça que violência e maus-tratos a animais são crimes, e quem tiver informações pode denunciar pelo telefone 190, ajudando a coibir novos episódios semelhantes.


