O massacre ocorrido na última terça-feira (10), em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, segue gerando repercussão global tanto pela gravidade do crime quanto pela forma como vem sendo noticiado. A autora do ataque, uma mulher trans identificada pela Polícia Montada Real Canadense como Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, matou nove pessoas e feriu outras 25 antes de tirar a própria vida. Na cobertura do caso, a Globo optou por ocultar a fotografia da atiradora.
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A sequência de violência teve início em uma residência, onde Jesse assassinou a mãe e o irmão. Em seguida, a atiradora invadiu a Tumbler Ridge Secondary School, onde abriu fogo contra alunos e funcionários. O vice-comissário da polícia, Dwayne McDonald, descreveu o momento da chegada das equipes de segurança: “Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos com tiros, e conforme se aproximavam da escola, disparos foram efetuados em sua direção”. No total, seis pessoas morreram dentro do colégio e uma durante o socorro.
O governador David Eby classificou o episódio como uma “tragédia inimaginável”. Enquanto as autoridades canadenses utilizam termos como “gunperson” em comunicados para descrever a autoria, a identificação de Jesse como mulher transgênero e ex-aluna da instituição trouxe novas camadas às investigações sobre a motivação do crime. O balanço atualizado confirma 10 óbitos (incluindo a autora) e 25 sobreviventes hospitalizados.
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A decisão de portais de notícias e emissoras de não divulgar fotos ou vídeos explícitos de massacres, ataques a escolas e assassinatos em massa é uma prática consolidada e baseada em diretrizes éticas, segurança pública e legislações vigentes. O objetivo central dessa política editorial é evitar a espetacularização da violência e impedir que os autores desses crimes alcancem a notoriedade buscada por meio de atos extremos.


