Em entrevista coletiva, o manobrista Severino afirmou que seguia apenas determinações superiores ao executar tarefas de manutenção de piscina na academia C4 Gym, declaração acompanhada pela advogada Bárbara Bonvicini, enquanto a Polícia Civil apura as circunstâncias que levaram à morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e à intoxicação de outras pessoas. Segundo o depoimento, o funcionário não tomava decisões técnicas por conta própria e sempre atuava conforme ordens de um dos responsáveis pela empresa.
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Em suas primeiras falas à imprensa, Severino destacou: “Sou funcionário da empresa, sigo ordens. Meu celular foi apreendido para averiguações e é isso que eu tenho a dizer no momento.” Ele ressaltou que o aparelho pessoal está sob análise e que o conteúdo das conversas poderá esclarecer quem determinava a quantidade e o tipo de produto químico a ser usado na piscina da C4 Gym.
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A advogada de Severino, Bárbara Bonvicini, reforçou que o cliente não possuía autonomia para decidir sobre a mistura dos produtos químicos e que seguia orientações de um superior hierárquico. “Os superiores é que pediam para que ele fizesse a mistura. Um superior específico dava essa ordem”, afirmou a defensora, explicando que a ordem escrita ou verbal partia de alguém em posição de liderança dentro da C4 Gym.
De acordo com a defesa, surpreende que Severino fosse responsável sozinho pela dosagem de substâncias como cloro e reguladores de pH, pois normalmente esses processos exigem técnicos com formação específica. “Ele fazia essa mistura, sim, mas por ordem do próprio superior”, disse Bárbara Bonvicini, enfatizando que o cliente apenas seguia um protocolo que lhe fora transmitido sem envolvimento direto na elaboração de procedimentos.
A advogada acrescentou que a defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais sobre os produtos encontrados no local e o resultado da análise do celular do manobrista. “Neste momento, vamos aguardar o deslinde das investigações, até porque precisamos dos laudos dos produtos do local, enfim, do próprio celular dele”, declarou, destacando a importância de exames laboratoriais para identificar possíveis resíduos tóxicos e confirmar a causa exata do incidente.
Questionada sobre as mensagens trocadas, Bárbara Bonvicini explicou que as conversas recuperadas mostram ordens claras para a mistura de produtos químicos sem citar a identidade do remetente. “As conversas eram com o superior dele, que determinava a quantidade e qual produto deveria ser utilizado”, disse a advogada, que preferiu não mencionar se a ordem vinha de um gerente ou de um dos sócios da academia.
Enquanto isso, a Polícia Civil prossegue nas investigações para apurar se a manipulação inadequada de produtos provocou a liberação de gases tóxicos na piscina, resultando na morte de Juliana Faustino Bassetto e na internação de quatro outras pessoas. Peritos criminais devem emitir laudos em laboratório especializado, etapa essencial para eventual responsabilização dos envolvidos e definição das medidas judiciais cabíveis.


