Prestes a completar 40 anos, a atriz Camila Olivieri atravessa o que ela chama de um momento de afirmação no plano artístico. Na reta final da novela “Dona de Mim”, interpreta Lorena, funcionária da empresa Boaz e moradora de São Cristóvão que se une a outras mulheres na busca por melhores condições de trabalho.
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Camila destaca que seu interesse pela televisão vai além da infância marcada pelas novelas: “Eu sempre quis fazer TV não só porque cresci assistindo novela, mas porque sei da importância que a novela tem na construção da nossa cultura e no comportamento da nossa sociedade”. Ela afirma que veio da cultura popular e pretende falar com o povo.
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A atriz revela que “Dona de Mim” se tornou o projeto televisivo mais longo de sua carreira até o momento. Com as gravações quase diárias no fim da produção, Camila recorda com admiração o encontro com Clara Moneke no camarim e menciona sua surpresa em imaginar a rotina de uma protagonista numa jornada tão extensa.
Olivieri elogia a autora Rosane Svartman, com quem trabalha pela segunda vez, pela coragem de inserir temas polêmicos na trama e por acrescentar elementos do teatro e da literatura a um dos produtos mais populares da dramaturgia nacional.
Nascida e criada no subúrbio do Rio de Janeiro, Camila estreou profissionalmente aos sete anos e passou dez anos atuando no grupo Nós do Morro. Para ela, esse período foi determinante: foi ali que teve acesso gratuito ao teatro, aprendeu disciplina, trabalho em grupo e fortaleceu sua visão de mundo.
Com passagens por produções como “A Força do Querer”, “Malhação”, “Sob Pressão”, o sitcom “Tô de Graça”, as séries de streaming “Vicky e a Musa”, “Brasil Imperial” e “Juntas e Separadas” e filmes como “De Pernas pro Ar 3” e “Partiu Fama”, Camila vivenciou em 2025 um mergulho profundo no audiovisual. Para 2026, ela planeja participar de uma nova série de Thalita Rebouças no Globoplay e reforçar seu vínculo com o teatro, que considera seu verdadeiro lar artístico. Ao refletir sobre sua trajetória, conclui que ocupar espaços e abrir caminhos para quem vem depois é a essência de “fazer meu nome”.












