Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, revelou que já recebeu algumas cartas psicografadas de sua filha, que foi assassinada em 2008, quando tinha apenas cinco anos. Durante participação no podcast PodDelas, ela contou como a experiência com a espiritualidade contribuiu para enfrentar o luto e encontrar conforto após a tragédia que chocou o Brasil. Segundo Ana Carolina, pouco tempo depois da morte da menina, ela começou a frequentar o centro espírita Perseverança, localizado em São Paulo.
Na época, ainda muito abalada com tudo o que havia acontecido, a mãe buscava maneiras de lidar com a dor da perda e encontrou acolhimento naquele ambiente. Ao relembrar os primeiros momentos no local, Ana Carolina descreveu o sofrimento que enfrentava. “Todas as vezes que eu ia lá, eu não conseguia nem olhar, estava desesperada”, contou durante a entrevista.
Com o passar do tempo, entretanto, as visitas passaram a representar uma fonte de tranquilidade. A mãe de Isabella explicou que a experiência proporcionava uma sensação de acolhimento e ajudava a amenizar a dor que sentia, especialmente nos primeiros anos após a morte da filha. “Aquela energia me acalmava, eu saía de lá outra pessoa”, afirmou.
Ainda durante a conversa, Ana Carolina revelou que recebeu diferentes mensagens atribuídas à menina por meio de cartas psicografadas. Ela, porém, ressaltou que essas mensagens não aconteciam em todas as ocasiões em que frequentava o centro espírita. “As mensagens não vêm cada vez que você frequenta o lugar”, explicou. Para Ana Carolina, a espiritualidade teve um papel importante em seu processo de reconstrução pessoal, ajudando-a a encontrar forças para seguir em frente após a perda.
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O caso Isabella Nardoni ocorreu em março de 2008 e teve grande repercussão nacional. A menina morreu após ser lançada do sexto andar de um edifício na zona norte de São Paulo. Seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelo crime. Atualmente, Ana Carolina também utiliza sua visibilidade pública para defender a proteção da infância e conscientizar a sociedade sobre a importância de garantir os direitos e a segurança das crianças.


