Miriam Leitão chamou a atenção nesta segunda-feira (5/10), durante o “Bom Dia Brasil”, na Globo, ao analisar os cenários políticos possíveis após o primeiro turno das eleições. A jornalista afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) representa um “projeto antidemocrático” e destacou que conter as “intenções autoritárias” do candidato seria um dos principais desafios em caso de vitória. O comentário repercutiu entre os eleitores.
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Ao lado de Andréia Sadi, Miriam comentou que a atual formação do Congresso já reflete o perfil de Flávio, sendo mais “conservadora”. Segundo a jornalista, mesmo que Lula vença o segundo turno, o presidente encontrará obstáculos para governar. Ela avaliou que será necessário formar uma coalizão e buscar aproximação com o “Centrão” para enfrentar uma oposição fortalecida.
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Em um cenário de vitória de Flávio, Miriam fez uma análise ainda mais crítica. A jornalista declarou que o candidato teria mais poderes do que o próprio pai, Jair Bolsonaro, para implementar o que chamou de “projeto antidemocrático”. “Ele terá esse poder”, afirmou.
Na sequência, Miriam disse que o candidato iniciaria pelo Supremo, tentando promover o impeachment de ministros. “Agora, ele não vai parar por aí, porque o projeto desse grupo político é um projeto de diminuir, enfraquecer as instituições por dentro e fazer um hiperpresidencialismo, um poder muito grande do presidente”, avaliou a jornalista.
Ao finalizar sua análise, Miriam resumiu os dois cenários que considera possíveis e voltou a apontar Flávio como uma ameaça às instituições. “Então, nós estamos diante desses dois cenários. Como conter as intenções autoritárias de Flávio Bolsonaro e como, se por acaso for Lula, ter governabilidade, e não uma crise persistente durante o governo”, concluiu.
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