Quitéria Chagas concedeu uma entrevista exclusiva à repórter Katharine Alves, do M5PORTS, durante a final da escolha do samba da escola Império Serrano para o Carnaval 2027, no Rio de Janeiro. Na conversa, realizada no sábado (26/9), a Rainha de Bateria falou sobre sua preparação para desfilar na Marquês de Sapucaí e comentou a atuação de Paolla Oliveira como Rainha de Bateria da Imperatriz.
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Durante o evento, Quitéria detalhou o que considera essencial em sua preparação para o Carnaval. “O condicionamento físico, que faz parte de uma boa alimentação. Faço treino com personal diariamente e também fisioterapia para manter e evitar lesões. Com o tempo, há um desgaste, e sou uma rainha que chega e não faz só um samba para gravar vídeo, eu sambo a noite toda. E isso é algo que gosto, porque aumenta o condicionamento físico. Quando chego na avenida, não sinto tanto”, explicou.
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Quitéria também destacou que a Rainha de Bateria enfrenta desgaste durante o desfile das escolas de samba. “São 700 metros. Então, é preciso manter esse condicionamento para sambar. Claro que você sente cansaço, mas procuro deixar para sentir depois que passo pela avenida”, completou.
A experiente sambista ainda comentou sobre o retorno de Paolla Oliveira ao Carnaval. “É um feito único. A primeira vez que uma Rainha de Bateria saiu e voltou aconteceu comigo em 2010. Fui contra a venda do cargo, que uma gestão vendeu… Na época eu era passista, não tinha dinheiro. E aí a comunidade me aclamou e pediu minha volta”, contou.
“Agora, a Paolla sair, voltar e ser uma pessoa da mídia, do meio artístico, indo para outra escola, isso nunca tinha acontecido nessa troca de reinados, né? Isso já mostra que o Carnaval está ficando tão profissional que as rainhas vão começar a ser disputadas”, avaliou.
Por fim, Quitéria acrescentou: “Assim como os carnavalescos são disputados… O Carnaval movimenta uma receita muito grande, e a mulher ainda não tem esse capital financeiro, ela tira dela mesma, todas as rainhas têm essa questão. Algumas escolas oferecem algumas coisas, outras não, mas o mercado publicitário também precisa abraçar essas escolas para trazer as rainhas, o que seria importante, porque somos uma vitrine. E acredito que agora a tendência é se profissionalizar tanto que vai ter essa disputa de rainha. É a primeira vez que isso acontece”.
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