Robson da Silva Ribeiro Júnior tinha 13 anos quando desapareceu a caminho de um cursinho, em março de 2017, em Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O adolescente foi assassinado pelo próprio pai, que posteriormente acabou condenado a 33 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A investigação apontou como possível motivação uma discussão envolvendo o aumento da pensão alimentícia de aproximadamente R$ 150 para R$ 280, além da possibilidade de cobrança de valores anteriores.
No dia do desaparecimento, Robson saiu de casa uniformizado para estudar, mas não chegou ao destino. A família iniciou as buscas e o caso foi comunicado às autoridades. Durante a investigação, imagens de câmeras de segurança mostraram o carro do pai do adolescente nas proximidades da escola no período em que o menino desapareceu.
Dias depois, o corpo de Robson foi encontrado enterrado na areia da Praia do Dentinho, em Praia Seca, distrito de Araruama. As condições em que ele foi localizado impediram que o exame cadavérico determinasse de forma definitiva a causa da morte. Durante a apuração, foi considerada a possibilidade de estrangulamento ou enforcamento.
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O pai apresentou diferentes versões sobre o ocorrido. Em uma delas, afirmou que havia encontrado Robson próximo à escola e seguido com o filho para a praia. Segundo essa versão, o adolescente teria se afogado acidentalmente e ele teria enterrado o corpo por medo de ser responsabilizado.
A explicação não convenceu os investigadores, que passaram a apontar que o adolescente havia sido assassinado e que o pai estava envolvido tanto na morte quanto na ocultação do corpo.
A questão financeira também entrou na investigação. Segundo o caso apresentado à Justiça, havia uma discussão para elevar a pensão paga pelo pai de aproximadamente R$ 150 para cerca de R$ 280. Também existia a possibilidade de cobrança de valores anteriores.
Enquanto Robson ainda era considerado desaparecido, o próprio pai chegou a participar das buscas pelo adolescente.
Mais de dois anos depois do desaparecimento, o caso foi levado ao Tribunal do Júri. Em 17 de outubro de 2019, o pai de Robson foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.


