O Uberaba Rodeo Show recebeu Alok no sábado (19), em uma apresentação que uniu música eletrônica ao ambiente sertanejo do evento. Antes de subir ao palco, o DJ conversou com a repórter Jussara Ávila, do portal LeoDias, e comentou sobre a experiência de participar de festivais com estilos distintos, além de antecipar uma surpresa para quem estava em Uberaba.
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Alok contou que costuma ajustar seus shows conforme o público e o local. “O que eu percebo é que meu trabalho é como se estivesse a serviço das pessoas. Então, eu sempre me adapto e respeito bastante o lugar em que estou.”
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O DJ relembrou apresentações recentes em Barretos e no Rock in Rio, destacando que cada evento tem uma proposta completamente diferente. “Barretos foi um show totalmente diferente do Rock in Rio, porque eram contextos distintos. Em Barretos, eu estava dividindo o palco com Gusttavo Lima e Nattan.”
A apresentação em Barretos chegou a ser alvo de questionamentos antes de acontecer, justamente pela presença de um DJ em um festival tradicionalmente ligado ao sertanejo. Alok disse que optou por incluir elementos do gênero em seu setlist. “Quando fui anunciado em Barretos, muita gente criticou, falou: ‘O que tem a ver DJ e tal?’. E aí eu disse: ‘Tá, tudo bem, eu entendo, né. Mas eu acho que Barretos, por si só, também é um festival que mantém sua essência’.”
“E eu procurei trazer um pouco dessa essência sertaneja também. Fiz um remix do Zezé [di Camargo], prestei uma homenagem à Marília [Mendonça] e tudo mais.” Em seguida, Alok fez uma comparação com o Rock in Rio, onde o contexto musical era diferente.
“E no Rock in Rio é outro contexto, né, tocando junto com o K-pop, que é uma outra geração e tal. Então, o que eu sinto é realmente esse desafio que eu tenho de sempre sair da minha zona de conforto e fazer o melhor para agradar o público, assim.”
O DJ também explicou que essa adaptação a públicos diversos pode criar expectativas diferentes entre os fãs de música eletrônica. Por isso, desenvolveu projetos específicos para mostrar diferentes lados de seu trabalho.
“O grande ponto que gera muitas vezes, já gerou mais, e agora está mais claro, é um certo tipo de divergência com a cena eletrônica. Então, por isso que criei alguns projetos, como o Rave The World, do Tomorrowland. A galera do eletrônico sabe que ali vai ter o Alok do eletrônico.”
Alok ainda ressaltou que não é possível esperar o mesmo repertório e formato em todos os festivais. “Então, não adianta procurar o Alok da versão eletrônica em Barretos, por exemplo, porque, se eu tocasse o set que fiz no Tomorrowland em Barretos, o pessoal não iria gostar e vice-versa.”
Para o show em Uberaba, o DJ prometeu trazer a mesma grandiosidade da apresentação de Barretos, mas com uma diferença no visual. “Com certeza, com certeza. Só que não com mil drones, com 300.”


