Galvão Bueno ainda não fechou as portas para narrar mais uma Copa do Mundo. Em entrevista ao programa “The Noite” com Danilo Gentili, que vai ao ar nesta segunda-feira (31/8), no SBT, o narrador comentou sobre a possibilidade de estar presente na edição de 2030 e afirmou que sua participação dependerá de suas condições físicas.
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Com 154 partidas narradas em Copas do Mundo, Galvão construiu uma carreira diretamente associada às principais competições esportivas do mundo. Questionado sobre a chance de narrar novamente em 2030, o comunicador deixou a decisão em aberto. “Se estiver inteiro”, respondeu Galvão ao ser perguntado sobre a próxima Copa do Mundo.
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A Copa do Mundo de 2030 acontecerá na Espanha, em Portugal e no Marrocos, além de ter jogos inaugurais na Argentina, Paraguai e Uruguai. Caso participe da cobertura, Galvão pode aumentar ainda mais seu recorde de partidas narradas no torneio.
Pelé e Senna marcaram trajetória
Durante a conversa, o narrador também relembrou momentos importantes dos mais de 50 anos de carreira. Ao citar personalidades do esporte, destacou Pelé e Ayrton Senna, apontando os dois como únicos heróis nacionais do Brasil.
Entre as transmissões que considera mais marcantes, Galvão citou a conquista do tetracampeonato da Seleção Brasileira em 1994, o primeiro título mundial de Senna na Fórmula 1, em 1988, e o ouro do futebol feminino brasileiro nos Jogos Olímpicos de 1996.
Lição de Pelé ficou para a vida
Galvão também lembrou de uma conversa com Pelé que influenciou sua relação com os fãs. O narrador contou que, certa vez, reclamou do assédio do público durante um jantar e ouviu do Rei do Futebol uma reflexão sobre a importância de retribuir o carinho recebido.
“Entende, nós vivemos do carinho deles, temos que ser eternamente carinhosos com eles”, disse Pelé naquela ocasião. Segundo Galvão, esse conselho foi levado para toda a sua trajetória profissional. “O Pelé me deu essa lição e ele estava absolutamente correto. Ele era uma pessoa fantástica”, declarou.
Futuro no SBT
A fase atual da carreira também foi tema da entrevista. Galvão ressaltou a satisfação de trabalhar no SBT e relembrou a repercussão da cobertura da Copa do Mundo de 2026 na emissora. “Estou muito feliz de estar trabalhando na casa do Silvio Santos. É um ambiente muito familiar e gostoso”, afirmou.
O narrador ainda destacou os resultados alcançados pelo canal durante o Mundial, citando especialmente a transmissão de Brasil x Japão: “Queria falar um pouco do sucesso que nós tivemos na Copa do Mundo. Por exemplo, a audiência do jogo Brasil x Japão no SBT foi a maior fora da Globo desde 1990. Os números que conseguimos pelo Brasil inteiro, e a crítica positiva também, foram outra coisa que me deixou muito feliz.”
Sobre os próximos passos, Galvão indicou que pretende seguir na emissora: “Agora tem que ver como vai ser esse futuro próximo. Eu quero ficar aqui mesmo.”


