A saída de Lara Marina do cargo de Miss Brasil Supranational 2026 segue gerando repercussão. Em entrevista à repórter do portal LeoDias, Monique Arruda, o diretor do concurso, Juliano Crema, detalhou quais serão os próximos passos após a destituição da modelo. Ele também voltou a justificar a decisão tomada pela organização.
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De acordo com o diretor, a sucessão já faz parte da dinâmica do concurso. Quando a vencedora não cumpre o reinado, a segunda colocada assume o posto. No caso de Lara, quem deve ficar com o título é a vice-campeã Camilly Ceccon, de Santa Catarina.
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Lara, de 20 anos, havia conquistado o título nacional em fevereiro e, em seguida, representou o Brasil no Miss Supranational, na Polônia, onde ficou em terceiro lugar. A organização anunciou sua destituição após descobrir a gestação e alegou que houve descumprimento contratual. Por outro lado, a modelo contestou a decisão e afirmou que não encontrou no contrato uma proibição clara sobre gravidez durante os dois anos de vigência do acordo.
Perguntado sobre a possibilidade de alterar o contrato para deixar mais explícita a regra sobre gravidez durante o reinado, Juliano afirmou não considerar o texto confuso. “Eu acho que existe a questão de a gente ter uma relação de boa fé com a candidata. É uma coisa óbvia que todas as candidatas dos concursos de beleza internacionais sabem que competir grávida envolve várias questões, e a gente preza por segurança, não só da Lara e do bebê. Então, na realidade, esse debate de mudar palavras do contrato em relação à gravidez, eu acho que isso daí realmente a pessoa tem que ter o bom senso e agir de boa fé nessa situação”, disse.
A entrevista também ocorreu em meio à preocupação com o estado de saúde de Lara. A modelo foi internada após a repercussão do caso. Inicialmente, seu namorado, Gustavo Rocha, declarou que a situação era grave. Depois, uma atualização da equipe informou que ela estava estável, o bebê passava bem e que ela seguiria sob cuidados médicos.
O diretor contou que membros da organização chegaram a trocar mensagens com Lara, mas que, diante do momento delicado, o namorado passou a ser seu porta-voz. “Nós conversamos com ela, a gente troca mensagens, mas a gente já soube que agora, por ser realmente uma situação super delicada, ela optou pelo namorado ser o porta-voz dela. Então, até onde eu sei, ela não está nem mais escutando mensagens ou lendo mensagens”, explicou.
O caso gerou debate nas redes sociais sobre maternidade e as regras em concursos de beleza. O Miss Supranational, nos últimos anos, ampliou a participação de mulheres que já são mães ou divorciadas, mas a competição internacional ainda mantém restrições para gestantes.


