
Gianni Infantino durante evento da FIFA (Foto: Instagram)
Gianni Infantino continua sob pressão na liderança da FIFA. Após o insucesso do projeto pela FFE, Luis Figo, antigo jogador da seleção portuguesa e ídolo do Real Madrid, solicitou a saída do líder suíço da presidência da organização.
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O ex-atleta de Portugal, que mantém uma coluna no jornal britânico Daily Mail, publicou uma crítica contundente sobre a gestão de Infantino. "Eu poderia escrever 10 mil palavras sobre os problemas da FIFA. Mas a solução tem apenas três: Infantino precisa sair", afirmou Figo.
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O artigo, divulgado nesta quarta-feira (5/8), reforça o coro pela saída de Infantino, que recentemente perdeu o apoio das federações da Inglaterra e País de Gales.
"O que presenciei nos últimos 10 dias foi o comportamento mais baixo, desonesto e egoísta que já vi. O homem que faria isso — alguém que tentaria forçar mudanças tão significativas apenas para enriquecer a si mesmo e seus amigos — pertence ao passado do futebol e não deveria fazer parte do seu futuro", destacou Figo.
Além de Figo e das federações da Inglaterra e País de Gales, o presidente da Federação de Futebol da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, também se manifestou contra a permanência de Infantino na FIFA e acusou a entidade de chantagem.
O dirigente afirmou que, ao buscar apoio para a participação da equipe na Copa do Mundo, foi informado por um representante da FIFA que "haveria um grande caminho" caso apoiasse Gianni Infantino.
Al Hussein também criticou a omissão da FIFA quanto a impostos sobre prêmios da equipe na Copa do Mundo e a falta de vistos para torcedores jordanianos. Além disso, ele declarou não apoiar Infantino em uma possível reeleição.
CRISE NA FIFA
Gianni Infantino enfrenta pressão crescente. Após federações europeias retirarem o apoio à sua reeleição como presidente da FIFA, membros da Concacaf também ameaçaram abandonar o dirigente.
Segundo o jornal britânico The Guardian, uma reunião de emergência foi realizada pela Concacaf para discutir o assunto, e várias federações expressaram a intenção de retirar o apoio ao presidente da FIFA.
A insatisfação das federações nacionais surgiu após Infantino encerrar o projeto de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que gerenciaria os direitos comerciais das competições. O plano era vender 20% dessa empresa a investidores externos, visando arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).
Além da ameaça de países membros da Concacaf, a Federação Inglesa de Futebol (FA) e a Associação de Futebol do País de Gales (FAW) também retiraram seu apoio ao dirigente.
A forte resistência de federações nacionais e confederações continentais ao projeto de Infantino gerou uma crise política sem precedentes na entidade desde que o dirigente suíço assumiu o cargo em 2016.


