O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou pela primeira vez sobre a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de uma investigação contra seu filho, Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Durante participação no podcast Inteligência Ltda., na última quinta-feira (30/7), o presidente desabafou e afirmou que o filho não terá nenhum tipo de blindagem política, sendo obrigado a responder às acusações de forma transparente.
++ Cresce o número de brasileiros usando IA para gerar conteúdo e atrair clientes
Durante a conversa, Lula fez questão de lembrar os desgastes vividos pela família para mostrar que a cobrança sobre Lulinha é ainda maior. “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer cidadão. Igual a mim. Não vai ter privilégio algum. Nunca vou pedir para um juiz deixar de fazer o que é certo. Se ele estiver certo, vai contar com meu apoio. Se cometer erro, ele sabe o que passei. Sabe o que é ver na televisão te chamarem de ladrão. Sabe que minha esposa morreu por causa da Lava Jato”, declarou.
++ Lei Vini Jr. é aplicada pela primeira vez e jogador é expulso na Copa do Mundo
O presidente também ressaltou que cabe ao filho provar que agiu de forma correta. “Ele não pode errar. Ele tem consciência disso e repete isso todos os dias. Se for julgado, ele vai aparecer, não vai se esconder. Terá que comprovar sua inocência. E se for culpado, vai arcar com as consequências, assim como qualquer pessoa que erra”, afirmou.
Suspeitas de corrupção e tráfico de influência serão investigadas
A declaração de Lula é uma resposta ao despacho do ministro André Mendonça, que autorizou a apuração de possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência envolvendo Fabio Luis. A Polícia Federal (PF) investiga se Lulinha teria utilizado sua influência para facilitar o acesso do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações junto ao Ministério da Saúde.
Segundo as autoridades, Careca do INSS é apontado como um dos articuladores de fraudes previdenciárias na Operação Sem Desconto e teria tentado firmar contratos milionários com o governo entre 2024 e 2025, para fornecer medicamentos à base de canabidiol por meio da empresa World Cannabis.
Para conseguir acesso ao ministério, o lobista teria contado com a ajuda da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.


