Nesta terça-feira (28/07), a FIFA revelou um plano para criar uma empresa com o objetivo de comercializar parte de suas competições, incluindo a Copa do Mundo, para investidores estrangeiros. No entanto, a proposta não agradou à UEFA, que já ameaça boicotar a iniciativa caso ela avance.
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A intenção da FIFA é permitir que investidores adquiram participações minoritárias nas competições, mas a possibilidade de influência de atores políticos tem causado rejeição entre entidades vinculadas à UEFA. Conforme divulgado pela Sky Sports, o grupo de investidores procurado pela FIFA possui forte ligação com o presidente dos EUA, Donald Trump, com quem Gianni Infantino, presidente da FIFA, mantém relação próxima e prestígio.
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Durante a Copa do Mundo de 2026, o presidente dos Estados Unidos foi o protagonista da principal polêmica do torneio ao ligar para o presidente da FIFA solicitando a anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante dos EUA, Balogun, que teve a punição suspensa após decisão de um comitê da entidade.
Entenda a nova empresa da FIFA
No centro da polêmica que incomodou a UEFA e suas federações filiadas está a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária controlada majoritariamente pela própria FIFA. A função principal da companhia seria centralizar as operações comerciais dos principais torneios organizados pela entidade.
De acordo com a FIFA, o valor total da FFE seria de US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). Assim, a venda de US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações manteria os investidores privados em posição minoritária dentro da nova empresa.
Com o dinheiro arrecadado, a FIFA promete aumentar o repasse às federações de cada país membro. Atualmente, cada associação recebe R$ 41 milhões. Se o projeto for aprovado, o valor pode subir para R$ 102 milhões até a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e R$ 123 milhões até 2038.
Em comunicado publicado em seu site oficial, a FIFA declarou que a entrada de capital privado pode ser essencial para “alcançar todo o potencial dos direitos de transmissão e dos patrocínios da FIFA em todo o seu portfólio de competições de futebol masculino, feminino e de base”.
UEFA reage
Em nota oficial, a confederação europeia demonstrou preocupação e afirmou que a medida “ultrapassa uma linha que não deveria ser ultrapassada”: “Nenhum de nós é dono do futebol, não cabe à FIFA vendê-lo”.
“Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte.
A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à FIFA vendê-lo”, declarou a entidade em nota.


