O relato recente de Maíra Cardi sobre os efeitos do PMMA reacendeu o alerta sobre os perigos dessa substância. A influenciadora contou que desenvolveu “bolotas” no rosto e que o produto estaria provocando deformações anos depois da aplicação. O caso chama a atenção porque as reações adversas do polimetilmetacrilato podem aparecer muito tempo após o procedimento, inclusive em pessoas que ficaram anos sem sintomas. O portal LeoDias conversou com um especialista sobre o assunto.
++ Cresce o número de brasileiros usando IA para gerar conteúdo e atrair clientes
Segundo o Dr. Fernando Mattioli, especialista em cirurgia plástica facial, o PMMA é considerado um material de alto risco para uso estético. Derivado do petróleo, o produto é permanente e não é absorvido pelo corpo, permanecendo nos tecidos por toda a vida. Com o passar dos anos, o organismo pode identificar o produto como um corpo estranho e desencadear fortes processos inflamatórios, levando à formação de nódulos, cistos, granulomas, irregularidades e até necrose. Em alguns casos, infecções simples em outras regiões do corpo ou períodos de baixa imunidade podem reativar essas reações inflamatórias.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
O especialista explica que uma das maiores dificuldades está justamente no fato do PMMA ser permanente. Como o produto se infiltra em músculos, ligamentos e camadas de gordura, a remoção total é praticamente inviável: “O PMMA pode causar necrose, deformidades, irregularidades, granulomas, inflamação e infecção. Ele deforma os tecidos e é extremamente difícil de ser retirado completamente”, afirma o médico. Quando uma intervenção é necessária, o objetivo é remover o máximo possível da substância para reduzir os danos estéticos e funcionais.
Segundo Mattioli, exames como o ultrassom dermatológico conseguem detectar a presença do PMMA e suas possíveis complicações, auxiliando no planejamento do tratamento. O cirurgião reforça que o produto não deve ser utilizado para fins estéticos e destaca a importância de buscar apenas médicos especialistas, sempre conferindo credenciais como CRM e RQE antes de realizar qualquer procedimento.


