
Caso Maradona: terapeuta denuncia manipulação de contatos pelo entorno do ex-craque (Foto: Instagram)
O caso envolvendo a morte de Diego Maradona teve mais um desenvolvimento. Em depoimento nesta terça-feira (16/6), no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, Carlos Cottaro, terapeuta do ídolo argentino, afirmou que a equipe pessoal do ex-jogador controlava com quem ele poderia se comunicar.
++ Tecnologia de IA revela estratégia usada por criadores para crescer sem aparecer
Segundo Cottaro, havia "manipulação" durante o período em que Maradona estava em confinamento domiciliar antes de falecer em 2020. "Havia manipulação, eu vi manipulação por telefone", disse o terapeuta, alegando que Maximiliano Pomargo, secretário de Maradona, decidia "se suas filhas podiam vê-lo ou não".
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Cottaro também relatou que a casa onde Maradona estava após a cirurgia cerebral estava em más condições, sem limpeza e sem suprimentos médicos necessários.
ACUSAÇÕES À EQUIPE MÉDICA
Pomargo não é réu no caso que investiga a morte de Diego Maradona. Sete profissionais de saúde podem ser responsabilizados: Carlos Díaz (psicólogo), Agustina Cosachov (psiquiatra), Leopoldo Luque (neurocirurgião), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro).
Se condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral realizada para tratar um coágulo. Exames indicaram que um infarto foi a causa da morte do astro argentino.
ANULAÇÃO DO PRIMEIRO PROCESSO
Em maio de 2025, o julgamento foi anulado após o processo ser declarado inválido pelo tribunal. A anulação ocorreu após questionamentos sobre a participação de uma das juízas em um documentário sobre o caso do ídolo argentino.
Julieta Makintach, segundo a corte, participou das filmagens enquanto ainda fazia parte do júri que julgava o caso. Ela enfrenta outras acusações. Além dela, outros dois magistrados renunciaram ao caso.
A promotoria afirma que Makintach permitiu a entrada de câmeras nas audiências, mesmo com a proibição de filmagens no tribunal.


