O treinador da Seleção Brasileira no tetracampeonato mundial de 1994, Carlos Alberto Parreira, foi hospitalizado na manhã desta quarta-feira (17/06) no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O ex-técnico enfrenta, há alguns anos, um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático.
++ Cresce o número de brasileiros usando IA para gerar conteúdo e atrair clientes
Em comunicado, o hospital confirmou a internação: “O Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, confirma a internação do paciente Carlos Alberto Parreira na unidade. Por manter o compromisso com a privacidade e a confidencialidade de seus pacientes, não divulga informações sobre estado de saúde, obedecendo o que dispõe a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Trajetória de Carlos Alberto Parreira
A primeira atuação de Parreira na Seleção Brasileira ocorreu em 1970, quando foi preparador físico na comissão técnica liderada por Zagallo, responsável pelo tricampeonato mundial. Em 1983, Parreira teve sua primeira passagem como técnico da Seleção, mas deixou o cargo após resultados negativos na Copa América, perdendo a final para o Uruguai.
Depois de passagens por outros clubes e seleções, Parreira retornou ao Brasil em 1991, quando assumiu o comando da Seleção para o ciclo da Copa de 1994. Nos Estados Unidos, conquistou o tetracampeonato e, logo depois, deixou o Brasil para dirigir equipes na Europa. Após o penta-campeonato, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, se despediu da Seleção, abrindo caminho para mais uma passagem de Parreira.
Na Copa de 2006, porém, o Brasil acabou decepcionando mesmo contando com um dos elencos mais fortes de sua história. Em 2013, Parreira retornou novamente à Seleção, desta vez como coordenador técnico, e teve sua última passagem. Ele deixou o cargo após a Copa de 2014.
Além de sua marcante trajetória com a Seleção, Parreira também comandou outras seleções em Copas do Mundo. Em 1982, foi técnico da Seleção do Kuwait no Mundial da Espanha. Em 1990, liderou a Arábia Saudita na Copa da Itália. Oito anos mais tarde, voltou a treinar a Arábia Saudita no Mundial da França. Sua última participação em Copas como técnico foi em 2010, dirigindo a seleção anfitriã, a África do Sul.
Nos clubes, Parreira tem uma ligação profunda com o Fluminense, time que já afirmou ser de seu coração. Sua primeira passagem aconteceu em 1975, quando comandou a equipe que ficou conhecida como “Máquina Tricolor”, formada por grande parte dos jogadores da Seleção Brasileira de 1970, como Rivellino, Paulo Cézar Caju, Félix e Marco Antônio. Em 1984, voltou ao clube e conquistou o título brasileiro.
Porém, foi em sua terceira passagem que consolidou seus laços de amor com o clube. Parreira assumiu o Fluminense em 1999, quando o time enfrentava o momento mais difícil de sua história, na 3ª divisão do Campeonato Brasileiro. Após ajudar o tricolor a sair da Série C, ainda teve uma breve passagem pelo clube em 2009.


