Antes mesmo do início da Copa do Mundo de 2026, o Brasil já começa a ganhar destaque em Miami. A cidade, que será palco de sete jogos do torneio, foi escolhida para receber a Jaguar Parade Miami 2026, uma das maiores exposições de arte pública das Américas, que levará 11 esculturas monumentais de onças-pintadas criadas por artistas brasileiros para locais estratégicos da região.
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A iniciativa acontece em um momento oportuno, quando a atenção mundial está voltada para a América do Norte devido ao Mundial. O objetivo é ampliar a presença do Brasil na cidade para além do futebol, destacando arte, cultura e conscientização ambiental como protagonistas da ação.
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Idealizada pela Artery e realizada com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, a exposição reúne artistas brasileiros que transformaram esculturas de onças em obras inspiradas na biodiversidade, na natureza e na relação entre seres humanos e o meio ambiente. Cada escultura tem uma identidade própria, formando uma espécie de “seleção brasileira” artística em território norte-americano.
Um dos pontos altos da programação acontece em 9 de junho, quando o artista paulistano Fabiano Senk fará a pintura ao vivo de uma das esculturas em um evento especial. Conhecido por sua atuação na arte urbana contemporânea, ele se une a outros artistas que participam da mostra, como Gus Attab, Laila Mackenzie, Guilherme Kramer, Kássia Borges, Lettice, Vinicius Zoia, Sophie Reiterman e Cíntia Abravanel.
A edição deste ano também marca a celebração dos 15 anos do Onçafari, organização brasileira dedicada à conservação da onça-pintada. Ao término da exposição, todo o lucro líquido obtido com o leilão das esculturas será destinado aos projetos da entidade para preservação da biodiversidade.
Após passar por cidades como Nova York, Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis, a Jaguar Parade chega a Miami aproveitando a grande visibilidade proporcionada pela Copa do Mundo. Os organizadores esperam que milhões de turistas e moradores vejam as obras durante o período em que a cidade estará entre os principais centros esportivos e culturais do mundo.
“A arte pública tem o poder de interromper a rotina das pessoas e criar uma conexão emocional. E essa conexão pode abrir espaço para discussões importantes sobre conservação, biodiversidade e nossa relação com o meio ambiente”, afirmou Carol Barreto, CEO da Artery.


