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Assistente social já suspeitava de Amanda, mulher de 37 anos que fingia ter 12

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Nesta semana, o caso da mulher de 37 anos que se passava por uma criança de 12 anos ganhou grande repercussão na internet. Uma assistente social de Belo Horizonte já tinha suspeitas de que Amanda Maria Souza de Oliveira era uma impostora. Delma Soares contou ao g1 que começou a desconfiar da idade da suposta adolescente após presenciar um episódio de violência.

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Na ocasião, Amanda, que era conhecida como Karol, teve um surto violento em sua casa, quando foi comunicada de que deveria retornar ao abrigo.

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A mulher foi acolhida, junto com outras crianças, pela assistente social e levada para a casa dela para passar as festas de fim de ano. Amanda permaneceu na residência por quase uma semana, até ser informada de que precisaria voltar para o abrigo antes das festas. Delma então precisou fazer uma viagem de emergência e, por isso, Amanda teria que retornar à instituição. Nesse momento, Amanda teve uma reação agressiva e começou a quebrar vários objetos, além de dar socos e chutes que danificaram o portão de ferro da casa.

“Quando contei que ela teria que retornar para o abrigo, foi uma reação totalmente fora do normal. Ela começou a quebrar coisas e a dar socos e chutes no portão da minha casa. Eu tinha certeza de que ela era adulta. Só não tinha como provar. Ela tinha aparência de criança e conseguia imitar muitos comportamentos infantis. Mas naquele momento, percebi características que não condiziam com a idade que ela dizia ter”, relatou Delma.

A assistente social explicou que a atitude de Amanda chamou atenção pela força física e pela mudança repentina de comportamento, que não condiziam com alguém de 12 anos. “Quando eu dizia que ela era maior de idade, as pessoas achavam que eu estava enganada. Eu não tinha provas, apenas a convicção baseada na convivência com ela”, afirmou.

Amanda passou por uma casa de acolhimento em Belo Horizonte, onde Delma era diretora, em 2017. A assistente social disse que tinha uma boa relação com Amanda e recebia dela cartas, desenhos e bilhetes, reforçando a imagem de uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

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