A descoberta de seis fintechs apontadas pelas autoridades como integrantes da estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC) ampliou as investigações sobre a atuação da facção no mercado formal. Segundo o Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal, o esquema investigado teria movimentado mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.
As informações fazem parte da Operação Fluxo Oculto, segunda fase da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração da organização criminosa em atividades econômicas, especialmente no setor de combustíveis.
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De acordo com os investigadores, a estrutura utilizava mecanismos como contas bolsão, blindagem patrimonial e depósitos em espécie para movimentar recursos e ampliar a atuação financeira da facção. A apuração aponta que as fintechs funcionariam como instrumentos para ocultar a origem e o destino de valores movimentados pelo grupo criminoso.
Enquanto as investigações avançavam no Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuava diplomaticamente para impedir que os Estados Unidos classificassem o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Segundo informações divulgadas, as tratativas ocorreram ao longo de pelo menos um ano e envolveram reuniões técnicas em Brasília, contatos entre autoridades brasileiras e americanas e a entrega de um documento pelo próprio presidente Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Apesar da articulação do governo brasileiro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, na última quinta-feira (28), que PCC e Comando Vermelho passarão a ser classificados como organizações terroristas. As facções serão enquadradas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs) e “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs).
Ao justificar a medida, o governo americano afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil, com milhares de integrantes e participação em ataques contra agentes públicos e civis.
Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro argumentavam que a classificação poderia abrir espaço para medidas mais duras por parte dos Estados Unidos.



