Ghewan Arja emocionou milhões de pessoas nas redes sociais ao revelar a história por trás de um vídeo gravado no hospital onde o filho, Omar, de 10 anos, tratava um câncer. Nas imagens, o menino aparece em uma cadeira de rodas tocando um sino enquanto a mãe o acompanha chorando e aplaudindo. A cena, normalmente associada ao fim do tratamento contra a doença, ganhou outro significado após o relato publicado por ela.
“Os médicos perguntaram se eu não ia contar para ele. Falamos que não. O que eu deveria dizer para o meu filho? Que o tratamento e as várias cirurgias que ele fez não funcionaram e que agora ele tem de ir para casa e esperar até que descanse em paz? Nessas horas, você diz o que for preciso para proteger o seu filho. Eu menti para ele e foi um dos piores dias da minha vida”, escreveu.
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Segundo Ghewan, Omar foi diagnosticado em julho de 2021 com linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático e pode se espalhar pelo corpo. Durante o tratamento, o menino passou por 18 cirurgias e seis meses de quimioterapia.
Após o avanço da doença, a equipe médica informou à família que não havia mais possibilidades de tratamento curativo. “Foi quando eles nos disseram para ir para casa e passar tempo de qualidade com o meu filho. Mas como você diz a seu filho que ele está indo para casa para passar seus últimos dias com sua família? Simplesmente não dá”, relatou a mãe.
Omar morreu em janeiro de 2022, cerca de seis meses após o diagnóstico.
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Ele foi o terceiro filho perdido por Ghewan Arja. Em 2009, a filha mais velha, Aisha, morreu aos 4 anos após ser diagnosticada com Niemann-Pick tipo C, doença rara que provoca deterioração neurológica. Anos depois, Mohamed, outro filho da família, apresentou sintomas semelhantes aos de um AVC e recebeu diagnóstico de tumor cerebral. Ele morreu duas semanas depois.
“Foi devastador e meu mundo inteiro desmoronou. Mas eu sabia que Allah tinha um plano e tive que aceitá-lo. Sou uma mãe que passou por alguns dos desafios mais difíceis da vida. Mas, apesar de todas as dificuldades, ainda sou grata por tudo”, escreveu Ghewan.



