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Coluna entra em férias e destaca “Três Graças” como uma das melhores novelas recentes de Aguinaldo Silva

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Esta coluna entra oficialmente em período de férias a partir desta quarta-feira (13). Talvez por isso haja um tom um pouco mais afetivo neste texto. Faltando ainda alguns capítulos para o encerramento de “Três Graças”, não vou esperar o último episódio ir ao ar para afirmar algo que, neste momento, já se mostra bastante evidente: a novela de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva é uma das melhores produções da teledramaturgia brasileira dos últimos anos.

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E talvez o mais curioso em tudo isso seja justamente o fato de que poucas pessoas acreditavam nisso no início. A novela estreou cercada de desconfiança. Muito disso por conta do desgaste causado por “Vale Tudo”. Apesar de ter sido um sucesso comercial e de audiência, a releitura da clássica novela acabou ficando muito aquém da expectativa artística que existia. O público passou a ver as novelas das nove da Globo com certa desconfiança. E “Três Graças” acabou herdando diretamente esse clima.

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Mas a trama fez exatamente o que uma grande novela precisa fazer: conquistou o público no boca a boca, capítulo por capítulo, sem depender de escândalos artificiais ou de repercussão vazia nas redes sociais para se manter.

O grande trunfo de “Três Graças” está justamente na combinação que se torna cada vez mais rara na TV: é uma novela popular, mas sem ser popularesca. Aguinaldo Silva conseguiu dialogar com o grande público sem abrir mão do texto, da construção dos personagens e de sua identidade autoral.

Há ritmo, humor, melodrama e emoção de maneira orgânica, bem escrita e muito consciente do universo que a novela deseja construir.

A produção também acertou ao investir em personagens fortes e facilmente identificáveis pelo público. Gerluce (Sophie Charlotte), Arminda (Grazi Massafera), Ferette (Murilo Benício), Paulinho (Romulo Estrela), Joélly (Alana Cabral), Raul (Paulo Mendes) e tantos outros rapidamente entraram para o imaginário popular. E isso não ocorre por acaso. A novela conseguiu fazer algo que muitas produções recentes têm dificuldade: criar personagens que parecem existir além da tela.

Outro ponto importante está na direção de Luiz Henrique Rios, que deu à novela uma estética moderna sem descaracterizar o DNA clássico das novelas das nove. “Três Graças” tem identidade visual, cenas marcantes, trilha sonora impactante e aquele senso de acontecimento que por muito tempo parecia ter sumido das novelas.

Talvez aí esteja o principal aspecto dessa análise: “Três Graças” trouxe de volta ao público a sensação de acompanhar uma verdadeira novela das nove. Uma novela que movimenta conversas, cria expectativa para o próximo capítulo, faz o público torcer por personagens e entrega grandes momentos sem parecer refém de algoritmos ou de tentativas desesperadas de viralização.

No fim das contas, a Globo acertou ao trazer Aguinaldo Silva de volta. E esta coluna realmente espera que o autor ainda não pense em se aposentar. Mas, caso resolva pendurar as chuteiras, sairá de cena da melhor forma possível: entregando um novelão como há tempos a televisão brasileira não via.

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